Portugal foi eliminado na fase de grupos do Campeonato da Europa Sub-19. A vitória sobre a Áustria, por 2-0, na terceira e última jornada, não chegou para os jovens lusos seguirem em frente. Tudo porque nos embates anteriores havíamos perdido com a Grécia (estes helénicos não facilitam uma vez...) e empatado com a Espanha.
Por outras palavras, este é o terceiro revés consecutivo dos escalões jovens nacionais, pois já todos estávamos habituados a ver Portugal lutar pelos vários títulos nos escalões de formação e, de repente, parece que o "laboratório" deixou de funcionar. Será culpa dos "cientistas" ou do "material"? Provavelmente de ambos, embora já aqui tenha escrito que há erros e erros. E alguns dos recentemente cometidos... não podem voltar a acontecer. E se para isso for necessário "sacrificar" alguém... que não falte coragem aos responsáveis.
Participar nas fases finais não nos chega, embora seja justo dizer que mais nenhum outro país europeu logrou estar nas fases finais dos Europeus Sub-21 e Sub-19 e no Mundial Sub-20.
Mas, regressemos aos Sub-19. Sem ter visto os três jogos, já me informei que a equipa podia ter feito mais e melhor. Não é surpresa. Bastava, por exemplo, ter contado com Coentrão, Pereirinha, Rui Pedro ou Rui Patrício e talvez tudo fosse diferente. Mas, mesmo que assim fosse, podíamos ter sido vítimas de jogadas de bastidores.
O que se viu durante largos minutos do Espanha-Grécia não dignifica o futebol. Jogar para a igualdade de forma tão descarada é um insulto a quem paga bilhete ou a quem segue, via televisão, uma partida que se pensa séria. Este tipo de empates cirúrgicos são apenas mais um mal que afecta o futebol da actualidade.
E o pior é que isto não aconteceu apenas agora. O Bélgica-Holanda, em Sub-21, assim como dois jogos da recente Copa América tiveram o mesmo "argumento". A FIFA tem, urgentemente, de colocar travão a este esquema indirecto de viciação de resultados.
Quanto a nós portugueses, só há uma maneira de driblarmos estas coisas e, de uma vez por todas, acabar com o recurso à máquina de calcular: amealhar,quanto antes, os pontos que nos qualifiquem de forma inequívoca. Já devíamos ter percebido que não é boa ideia deixar tudo em aberto para a jornada da decisão.