Época nova... erros antigos

Depois de ver Sporting e Benfica em acção, perante Nottingham Forest e Sion, respectivamente, e mesmo sabendo que se tratou apenas de jogos de preparação, creio que os dois rivais de Lisboa, revelaram as mesmas virtudes e defeitos da época anterior.

É óbvio que ainda é cedo para se entrar em considerações muito específicas, mas ficou claro para quem seguiu os dois embates que Sporting e Benfica não vão chegar aos triunfos apenas e só por serem melhores que os opositores. Isso, claro, ajuda, mas não é determinante. Aliás, se fosse assim, em Portugal, leões e águias só poderiam perder pontos com o FC Porto, o outro grande do futebol luso. Porém, como todos recordam, nos últimos anos, o que as duas equipas da capital mais têm feito é desperdiçar pontos diante adversários de qualidade bem inferior.

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Os leões foram sempre mais equipa que o Nottingham. E esse domínio podia e devia ter valido vários golos. Oportunidades para que eles aparecessem foram mais que muitas mas, como tantas vezes sucede, os pupilos de Paulo Bento ficaram com o melhor futebol, com o domínio da partida, lideraram as estatísticas e acabaram derrotados numa das poucas desatenções defensivas que cometeram. Um filme já conhecido...

No Sporting gostei, principalmente, da disponibilidade de João Moutinho. Aparentemente menos preocupado com uma eventual transferência, o capitão sportinguista foi o elemento em destaque. Jogou e fez jogar. E só foi pena ter acertado na trave um pontapé fantástico. A sua exibição merecia esse prémio e, bem vistas as coisas, bastaria esse golo para, pelo menos, a sua equipa não perder.

De resto, Carriço parece mesmo ter deixado Tonel para trás; Yannick tem de fazer mais e melhor para poder ter outro protagonismo na equipa e Matías Fernández surgiu ainda algo desenquadrado com os novos companheiros, o que é perfeitamente normal. Adquirir mais um avançado, provavelmente para ser o completo de Liedson, deve ser a preocupação fundamental dos responsáveis nesta altura.

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Quanto ao Benfica, a equipa entrou muito bem. A dupla formada por Saviola e Cardozo entendeu-se bem, Aimar deu a ideia de estar mais fresco e até Di María surgiu com uma atitude diferente, mais agressiva. E foi com naturalidade que as águias chegaram a 2-0 perante um opositor sem grande expressão.

Mas, pese as contínuas intervenções de Jesus (promete ser um espectáculo à parte neste Benfica 2009/10), na segunda parte, os encarnados foram a mesma equipa desconcentrada, desgarrada e inconsequente da maioria dos jogos da época passada. E foi por isso que, sem que o Sion fizesse muito por isso, o resultado mudou para 2-2.

A época transacta, o Benfica sofreu quase sempre mais para segurar vantagens do que propriamente para as alcançar. Agora, até ver, o filme é o mesmo. E nem o facto de ainda não terem estado em acção Luisão, Sidnei, David Luiz, Ruben Amorim e Ramires - seguramente a maioria dos titulares com responsabilidades defensivas - serve de atenuante. Uma equipa que quer ser competitiva e ganhar títulos não pode ter 2 golos de vantagem e dar espaço para os adversários ainda acreditarem.

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Saliência ainda para o facto de Moreira parecer estar a ganhar a luta da titularidade a Quim. Um duelo interno que já se transformou num clássico...

À margem de tudo isto continua o FC Porto. Depois de bater o Tourizense (3-1), os responsáveis devem ter gostado de ver... os jogos alheios!

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