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Europeu "começa" quinta-feira

Portugal tropeçou no terceiro embate do Europeu. Ou melhor: cedeu no último "jogo de preparação" antes do verdadeiro começo do Campeonato da Europa, pois só na quinta-feira, com os quartos-de-final, é que se vai ver quem são, efectivamente, os candidatos a substituir a Grécia enquanto reis do Velho Continente.

Scolari pode não ter sido feliz a escolher o momento para anunciar a sua saída do comando da Selecção, mas não errou ao dar descanso a quase todos os titulares numa partida em que, sendo importante ganhar, já se sabia que não viria nenhum mal ao Mundo se aparecesse um desaire (só Madaíl, ao ver escapar um milhão de euros, deve ter tercido o nariz...). Tendo em conta o desenrolar da partida, o técnico devia era ter mexido mais. Paulo Ferreira podia ter sido rendido por Jorge Ribeiro antes do jogo começar (poupava-se uma substituição e não se corria o risco de ver o lateral do Chelsea ameaçar a expulsão com uma entrada violenta) e Ricardo devia ter cedido o lugar a Nuno ou Rui Patrício. É que agora não sabemos se o "keeper" do Montijo irá ficar nervoso com os golos sofridos. Se o guardião do Betis é dado aos "fantasmas", o facto de ter visto uma bola passar-lhe entre as pernas não deve ajudar, embora seja justo realçar que não teve qualquer responsabilidade nos golos encaixados.

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A Suíça, que já estava afastada de uma festa que co-organiza, teve boa atitude na segunda parte, mas só chegou à vitória porque não jogou apenas com 11. Mesmo com os suplentes, Portugal teria ganho o jogo se o árbitro não ignorasse duas grandes penalidades cometidas sobre Nani (curiosamente, mais tarde, "viu" Meira fazer uma falta inexistente...) ou se não anulasse um golo limpo a Hélder Postiga. Pelo meio, também é verdade, a Selecção desperdiçou várias ocasiões, tendo revelado uma desesperante pontaria aos ferros, tendência que já vinha dos embates anteriores.

Adiante. Agora, é que a coisa vai animar. Portugal vai chegar aos quartos-de-final sem lesões, com os jogadores principais sem sobrecarga física (a maioria esteve de "folga" com a Suíça e o capricho do calendário oferece-nos um dia extra de descanso em relação ao próximo opositor) e ciente de que tem condições para seguir em frente. A derrota com a Suíça, sendo evitável e algo injusta, não muda nada. Eu continuo a acreditar e penso que todos devem fazer o mesmo!

PS - Incrível a forma como a Turquia selou a qualificação para os "quartos". A perder 0-2 a 15 minutos do final, tudo parecia decidido. Só que a fé e a determinação dos jogadores turcos foi essencial para a reviravolta. Isso e o "frango" monumental de Cech. Como diz o povo, "no melhor pano... cai a nódoa".

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