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Falta um dedo

Falta um dedo

Fechadas as portas da Europa, o Benfica deverá aproveitar a abertura do mercado para vender. Enzo, já se sabe, irá sair. Talvez também Salvio. Ou outro atleta de real valia.

Mas Vieira deverá por todos os meios – se a Benfica TV fosse um bom negócio, seria mais fácil... – resistir à tentação de um encaixe financeiro que deixe a equipa demasiado frágil para a frente interna. O FC Porto desta época tem muito pouco a ver com a flébil equipa da época passada; e o Sporting não deve ainda ser afastado da luta pelo título. Mesmo as equipas da classe média-baixa jogam, em Portugal, um futebol tão focado taticamente que, quando menos se espera, levam para casa pontos que estavam entregues aos grandes. Por tudo isto, o Benfica não deve apenas aproveitar dezembro para vender. Deve também ir ao mercado comprar um bom defesa-central.

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Nesta linhas ficou escrito, ainda o campeonato dava os primeiros passos, que onde as três maiores equipas portuguesas estavam a perder mais poder era no centro das defesas. Aí, o Benfica é o que regista maior contraste com a época passada – Garay não tem ninguém comparável no plantel atual dos encarnados. Jardel cumpre razoavelmente a função de dobrar Luisão em corrida, não fazendo esquecer Garay, mas é uma desgraça com a bola nos pés.

No futebol de hoje, um bom central tem de estar apto a acertar grande percentagem de passes a 20 ou 30 metros. Jardel foge mal da pressão dos avançados e não acerta uma percentagem aceitável deste tipo de lances.

O Benfica tem um problema no centro da defesa, que só se torna gritante nos jogos mais exigentes. Vieira pode desfazer-se de um ou dois anéis, mas deve estar ciente de que só poderá reconquistar o título se recuperar o dedo que falta na defesa.

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