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O Sport Lisboa e Benfica de Jorge Jesus está, como se viu esta semana em Vila do Conde, a jogar sobre brasas. Sempre a atuar "em casa" (impressionante a moldura vermelha que se vê em cada jogo do Benfica, mesmo fora da Luz), com jogadores manifestamente superiores aos de equipas com outros objetivos, sem o desgaste da Europa e da Taça de Portugal, com uma equipa experiente e repleta de internacionais A, o que é que pode justificar este inusitado nervosismo? Sem menosprezar a qualidade futebolística de Paços de Ferreira e Rio Ave (parabéns a Paulo Fonseca e Pedro Martins, excelentes no comando técnico), sente-se no ar o fantasma de Kelvin. Esse mesmo. O jovem brasileiro sem lugar no atual plantel azul e branco mas com lugar eterno no Museu do FC Porto. A forma como o Benfica deixou fugir esse título de 2012/13 (e já agora, também o anterior) continua bem presente entre os adeptos encarnados, entre os jogadores, entre a equipa técnica e restantes responsáveis encarnados, em suma, é um fantasma que nem o título da temporada passada exorcizou.
Também por isto, vamos ter Liga até ao fim. Apesar do "escorregão" dos dragões num palco tradicionalmente difícil, sente-se que Lopetegui não vai aliviar a pressão sobre Jorge Jesus e vai continuar à espreita de qualquer vacilo. Para já, uma realidade que há muito não se via: o FC Porto já só depende de si próprio para recuperar o título, e isso, parecendo que não, faz toda a diferença na cabeça dos jogadores. Os do Dragão e os da Luz!
P.S. – Calhou o colosso Bayern Munique ao FC Porto nos quartos-de-final da Champions. Favorito à conquista da prova, tal como era em 1987. Tal como o Manchester United era em 2004. Porque a história deste clube sempre se fez de missões impossíveis, eu acredito!