Opinião
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

FIFA: corrupção

Joseph Blatter é um corrupto de enorme grandeza. Toda a gente sabia e comentava há muito tempo. O seu jogo de interesses, a capacidade de manobrar o futebol Mundial à custa de favores e interesses e pelo vil metal. Só falta o ónus da prova para arrumar, de vez, com esta figura sinistra. Joseph Blatter aprendeu muito com o seu mentor João Havelange, seu antecessor. A corrupção grassa no futebol, na política, na Fórmula 1, onde houver muita coisa em jogo. A imagem do futebol está pelas ruas da amargura, triste e despeitado. O futebol, um dos maiores negócios do mundo é um jogo que levanta enorme paixão e que tem mais seguidores no mundo inteiro, merecia melhor sorte.

O sistema está esgotado e a mudança tem que acontecer para bem da verdade e transparência e, essencialmente do futebol.

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Joseph Blatter está prisioneiro de si próprio. A sede da FIFA, em Zurique, tornou-se o seu castelo, mas parece uma jaula dourada. Está a chegar ao fim o seu reinado, a sua imunidade está por dias. Um dos homens mais poderosos do mundo, para onde ia tinha um tratamento igual ou superior a qualquer chefe de Estado, vai sair pela porta pequena e sem glória. Vive encurralado de uma forma aparentemente clandestina. O cerco está-se a apertar para quem não tem vergonha e está colado à presidência da FIFA, procurando ganhar tempo e só saindo a muito custo e, quando não tiver hipótese de se defender. Desde o caso FIFAGate, Blatter mede bem os seus passos e evita sair da Suíça. Sabe que se sair de solo helvético pode ser detido de imediato. Primeiro foi o Mundial Sub 20, depois o Mundial feminino, por último, alterou o local do sorteio do Mundial de clubes, de Tóquio para Zurique.

Recentemente, Blatter foi interrogado na sede da FIFA pela Justiça suíça por apropriação indevida e administração desleal: suspeito de ter assinado um contrato desfavorável à FIFA em Setembro de 2005 com Jack Warner, (chefe da União Caribenha de Futebol); pagamento desleal (1, 8milhões dólares) a Platini em 2011, em compensação de trabalho realizado entre Janeiro de 1999 e Junho de 2002.

De acordo com a lei suíça pode ser condenado a dez anos de prisão.

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Actualmente no futebol, ninguém está livre de ser chamado à ordem ou testemunhar. Há várias frentes abertas e casos. Poucos líderes do futebol mundial estão livres de suspeita. Hoje em dia, futebol é sinónimo de corrupção. Platini vai depor como testemunha.

A FIFA não terá novo presidente antes de Fevereiro de 2016 se não houver renúncia de Blatter. Todavia, Blatter insiste em continuar como presidente e alega com ar cândido que não fez nada ilegal.

O futebol mundial está a viver de forma gestionária. Qualquer decisão tomada pela FIFA, sem um novo presidente não faz qualquer sentido e nem tem qualquer força. O futebol precisa, o mais rápido possível, de um novo presidente, sem esperar por Blatter que continua agarrado ao lugar e teima em condicionar a sua sucessão. Como já percebeu que não aceitam a sua continuidade tenta ganhar tempo e arranjar alguém que no futuro não o hostilize. Tudo está a fazer para que não seja Platini, que tem a seu favor a maioria dos países europeus e, também controla a vontade de muitas federações asiáticas.

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No futebol, como noutra actividade, deve haver regras a cumprir por todas as pessoas, independentemente dos seus cargos ou nomes.

Todavia se o Comité de Ética suspender Blatter e Platini, no âmbito do escândalo de corrupção. Blatter vai à vida dele que não é sem tempo e Platini poderá ser obrigado a afastar-se da candidatura à presidência da FIFA. Não deixará de ser a última diabrura de Blatter: não fico eu, mas tu também não ficas.  Para além do príncipe Ali bin Al-Hussein, Zico espreita a sua oportunidade.

Por Joaquim Jorge
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