Soares Franco disse esta segunda-feira que não se vai recandidatar apesar das pressões que existiram nesse sentido. Em todos este processo ficou claro que não sobram ideias à oposição, que tende a recorrer ao passado para alimentar o processo de revitalização do clube e do seu futebol quando sabemos, por exemplos recentes, que assim as coisas não funcionam. Contudo, para bem do clube, também não é profícuo olhar para estes movimentos de pressão como espécie de única salvação.
Soares Franco reconheceu que não teria condições para desempenhar bem as funções, afirmando que se "aceitasse quem sairia prejudicado era o próprio Sporting". Não disse bem porquê mas é evidente que em todo este processo a margem de manobra para uma possível recandidatura se foi perdendo.
Soares Franco foi manifestando nos últimos meses que se sentia desgastado e ofendido com o que foi dito do seu trabalho e intenções. E ficou fragilizado com o chumbo, ainda que à tangente, do seu projeto. Poucas ou nenhumas condições tinha para continuar. Não havia alternativa ao anúncio do abandono.
A Soares Franco pode seguir-se Paulo Bento. A ligação entre os dois, beneficiou mais o presidente que o treinador. E o desempenho não deve ser visto como parte de um só, nomeadamente por parte da oposição, que agora tem a obrigação de provar o que vale.