_

Foi o princípio e não o fim

Portugal perdeu com a França. Uma grande penalidade convertida por Zidane (não podia ser de outra forma, claro...) chegou para acabar com o sonho de conquistarmos o título mundial. Estou triste e desolado. E sei que não sou o único. Milhões de portugueses viram, de forma inglória, interrompida uma caminhada que todos acreditávamos só terminar em Berlim.

Sou contra as vitórias morais. Já o afirmei antes, reafirmo-o agora. Assim, não vou perder muito tempo a dizer que, tendo em conta as incidências dos 90', pelo menos merecíamos empatar... Perdemos, ponto final. E mesmo que consigamos o terceiro lugar no sábado (a ausência, por castigo, de Ricardo Carvalho vai ser complicada de ultrapassar), nem isso vai chegar para apagar a tristeza que sentimos. No entanto, é preciso ter em conta que a Selecção fez um Mundial de grande qualidade. E isso merece todos os elogios.

PUB

Importante, nesta altura, é levantar a cabeça e perceber que este Campeonato do Mundo não foi o fim de nada, mas sim o princípio. É certo que alguns jogadores, com destaque para Figo, vão deixar a Selecção relativamente desfalcada, mas Portugal tem cada vez mais gente jovem capaz de, a curto-médio prazo, ir renovando a formação principal sem que a qualidade colectiva seja afectada.

Estivemos na final do Europeu e agora entre os quatro melhores do Mundial. Antigamente (salvo raras excepções), só nos escalões jovens lográvamos integrar a elite internacional. Agora, estamos em todas. E isso, mais do que inúmeras análises que se possam fazer, é que mede o nosso valor. Por outras palavras: perdemos mais uma batalha, mas esta é uma "guerra" que, mais tarde ou mais cedo, vai ser ganha por Portugal.

Deixe o seu comentário
PUB
PUB