Fora com os petardos

Fora com os petardos

O lançamento de petardos continua a ser uma prática e comportamento regular de determinado número de adeptos nos estádios portugueses. É um fenómeno recorrente e que já valeu, por exemplo, um inquérito da UEFA ao Benfica por factos ocorridos numa partida da Liga dos Campeões. O problema estende-se a todos os clubes e, se nada for feito, serão estes os principais lesados com a situação.

Antes, o rebentamento de petardos já tinha acontecido no jogo com o Barcelona e valeu uma multa ao Benfica. No entanto, a reincidência dos acontecimentos na partida frente ao Spartak Moscovo levou o organismo que gere os destinos do futebol europeu a abrir um processo sobre o caso, colocando as águias em risco de ver o seu estádio interditado. Para já, os castigos não têm passado de multas. O problema é que, nos últimos anos, o Benfica já pagou mais de 500 mil euros, devido ao mau comportamento das suas claques.

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Rmesmo depois do clube ter apelado publicamente ao bom comportamento dos adeptos e para não serem lançados petardos, os estrondos deste material explosivo voltaram a fazer-se ouvir contra os escoceses do Celtic. A maioria do público no estádio não gostou e reprovou o ato imbecil com uma valente assobiadela. Não se entende o que pode levar algumas pessoas a prejudicarem o seu próprio clube. E logo a vários níveis: desportivo, financeiro e de imagem.

Que fique claro que este não é apenas um problema do Benfica. Abarca todos os clubes portugueses e europeus. No último Sp. Braga-FC Porto também se ouviram petardos. E os mesmos também costumam entrar, assiduamente, no Dragão e em Alvalade. Apesar da maior segurança e conforto que os novos estádios vieram trazer, a verdade é que as claques continuam a conseguir fazer entrar material proibido para dentro dos recintos desportivos.

São práticas que colocam em causa a integridade física dos jogadores e das pessoas que vão aos estádios, única e simplesmente, para apreciar um jogo de futebol. Não faz sentido que uma minoria de adeptos tenha o poder de fazer da modalidade um cenário de guerra. E as consequências podem ser graves. Veja-se o que aconteceu recentemente na Rússia, num jogo entre o Dínamo de Moscovo e o Zenit, que foi interrompido porque o guarda-redes do Dínamo ficou ferido num olho após o rebentamento de um petardo.

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Com situações destas, os clubes acabam por levar com multas, castigos e, pior ainda, perdem público nos seus estádios. Num momento económico conturbado, aqueles que já fazem um enorme sacrifício financeiro para ir ao futebol, podem não estar mais dispostos a investir em algo que não garante a sua segurança.

Há que criar formas de atrair, e não repelir, as pessoas do futebol. Por seu lado, os prevaricadores devem ser castigados exemplarmente. A modalidade precisa de bons adeptos e é nesses que os clubes devem pensar. Neste aspeto, louve-se a atitude do Benfica com o lançamento da campanha Bancada Família no jogo com o Olhanense, dando descontos para famílias e acesso a várias atividades dentro do estádio, algo que motivou a adesão de 1.500 pessoas.

Eporque se falou aqui no Celtic, os entusiásticos adeptos deste clube que sirvam de exemplo. No dia do jogo com as águias, as imediações do Estádio do Jamor foram invadidas por milhares de escoceses, ávidos por conhecer o palco onde o seu clube se sagrou campeão europeu na década de 60. Tudo isto de forma ordeira e pacífica. O futebol também pode ser, verdadeiramente, uma festa.

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O CRAQUE

Um pêndulo no seu auge

Começam a faltar palavras para elogiar o futebol de classe e inteligência praticado por João Moutinho. O médio do FC Porto atingiu um patamar de excelência, comparável ao dos melhores jogadores da Europa. Aos 26 anos, já cumpriu a impressionante marca dos 400 jogos como profissional e está no melhor momento da carreira. É um elemento chave do onze portista, sendo um pêndulo que alimenta a equipa de uma excelentes leitura de jogo, recuperação de bolas, assistências e, ultimamente, até de golos.

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A JOGADA

Encarar problema de frente

O Sporting atravessa uma fase muito negativa. Não há forma de o esconder e só resta encarar o problema e encontrar rapidamente soluções para reabilitar uma equipa que tem qualidade e condições para chegar mais longe. Parece evidente que a estrutura leonina precisa de um líder para o futebol. Alguém que perceba do assunto, que seja capaz de lidar com o mercado e interagir com o treinador e os jogadores. A contratação de um “manager” poderá ser mesmo a melhor (e derradeira) solução para Godinho Lopes.

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A DÚVIDA

As contas de Rolando

O central Rolando não compreende, a ser verdade que prestou declarações a um jornal inglês, como é que o FC Porto rejeitou uma proposta de 8 milhões de euros da Roma, tendo aceite um empréstimo ao Queens Park Rangers a troco de 2 milhões e opção de compra por 10. O jogador disse ainda que o QPR, onde está Bosingwa, não é uma equipa “para o seu nível”. A posição portista é legítima. Um negócio potencial de 12 milhões e eventual valorização na liga inglesa seria sempre atraente. No entanto, as aspirações desportivas de Rolando eram outras. Qual será o seu destino em Janeiro?

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