E o que se esperava - após os resultados negativos dos dois primeiros jogos - aconteceu. Portugal está fora das meias-finais do Europeu Sub-21 e espera agora um auxílio inglês para saber se ainda terá hipóteses de chegar aos Jogos Olímpicos.
No último embate da fase de grupos, o conjunto nacional fez o que lhe competia e despachou com 4-0 a selecção de Israel que, acrescente-se, até podia ter apanhado mais. Mas, tal como se antevia, no outro duelo do agrupamento Holanda e Bélgica empataram, selando o desfecho que apurava as duas formações.
Não vi o jogo realizado em Heerenveen, mas pelos comentários que me chegaram via internet, os últimos minutos não tiveram nada de jogo, mas sim de treino, com as duas equipas a limitarem-se a ver o tempo passar. Como é óbvio, o técnico holandês não vai concordar com as críticas e até tem a seu favor o facto de ter alinhado com a equipa principal quando, tendo em conta que já estava qualificado para as "meias", podia ter apresentado apenas os suplentes. Mas, a verdade é que sucedeu o esperado: os "amigos" construiram um empate benéfico para ambas as cores e, pelo meio, eliminaram talvez a equipa mais forte da prova...
Mas, se o que se passou em Heerenveen cheira a esturro; tal como a arbitragem do Holanda-Portugal, gostava de reforçar uma ideia já transmitida: a Selecção Nacional só ficou em posição de ser "embrulhada" porque no jogo inaugural, diante da Bélgica, facilitou. E de que maneira. O onze foi mal construído; a táctica pouco arrojada e a vontade de vencer foi bastante inferior ao medo de perder. Mais uma vez ficou demonstrado que essa conversa do empate ser um resultado positivo não lembra a ninguém. Com a qualidade dos nossos futebolistas, Portugal não pode assumir, a priori, que a igualdade será um desfecho interessante. E quando estamos a falar de um jogo que é apenas o primeiro de uma série de três... muito menos.
PS - A possível OPA de Berardo no Benfica agitou o fim-de-semana. Pessoalmente acredito que tudo não passou de um "jogada" concertada para abanar o mercado, mas a táctica funcionou em pleno. Mas, e se a coisa fosse a valer? Ficaria o clube da Luz melhor? Talvez. O empresário madeirense tem muito dinheiro; sabe (como se viu pela enésima vez) "mexer" na Bolsa; possui o condão de multiplicar os investimentos que realiza e, pelo meio, até é do Benfica, ao invés do que se passa com alguns dos actuais accionistas principais...
Ainda na clube da águia, parece que o clube acaba de assegurar o primeiro grande reforço da temporada. É novo, vem a custo zero e tem margem de progressão. Chama-se Manuel Fernandes. Diego Souza também era capaz de dar jeito...