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Futebol panzer

Futebol panzer

As meias-finais da Liga dos Campeões desta semana demarcaram uma supremacia alemã no futebol europeu. Depois da era dos italianos, da era dos ingleses, da era dos espanhóis, são os alemães que definem a liderança.

“O futebol é um jogo simples: 22 homens perseguem uma bola durante 90 minutos e no final os alemães ganham sempre”, disse Gary Lineker, antigo avançado inglês, há mais de 20 anos. A humilhação que, ontem, o Bayern Munique infligiu ao Barcelona, bem como a eliminação na véspera do Real Madrid pelo Borussia Dortmund, são também a ascensão das melhores equipas alemãs e o declínio das melhores equipas espanholas. Dois estilos de jogo completamente diferentes, a eficácia dos “panzers” contra o génio latino. Mas há mais neste desequilíbrio do que golos.

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O futebol, como negócio, tem-se revelado desastroso para as equipas em quase toda a Europa. Muitas vezes aqui se tem criticado as megalomanias do futebol português que aniquilam as finanças dos clubes, atolados em enormes dívidas. Mas tal acontece também em muitos outros campeonatos. Incluindo a Liga espanhola. Ora, onde há equilíbrio financeiro maior é provavelmente nas equipas alemãs, que ao longo dos anos têm incorrido em menos contratações milionárias e valorizado muito dos jogadores do seu próprio país.

A reputação dos alemães nos países do Sul da Europa não anda famosa, por razões que respeitam às intervenções externas e à sobranceria e preconceito com que lá falam dos povos de cá. Mas todos terão de reconhecer que o equilíbrio financeiro e a eficácia germânica não são um exclusivo das suas indústrias. Existem também no futebol. Não é o mais bonito, mas é o que vence. Bayern e Borussia mereceram estar na final. E neste caso, como dizia Lineker, os alemães já ganharam mesmo.

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