Opinião
António Carraça

Galinhos de ouro

No dia 3, por razão das minhas competências e responsabilidades profissionais, fui observar um jogo da segunda liga colombiana para analisar mais em pormenor um jovem jogador de 17 anos que, com cerca de 1.500 minutos jogados nas competições oficiais, já leva 7 golos apontados. E se juntarmos a isso os 2.500 minutos jogados no ano passado (com 16 anos), os 7 golos marcados nesse período e, ainda, o perfil do jogador em questão, obrigatoriamente teria de estar ali. Além disso, com os dados de que dispunha, a minha curiosidade e expectativa atingiram níveis muito elevados. E não saí defraudado. Posso dizer, a ‘talho de foice’, de que foi um tempo muito bem aproveitado. Com resultados práticos de grande importância desportiva e espero que, no futuro, de rentabilidade financeira.

Defendo, como sempre defendi, que não existem jogadores novos e jogadores velhos. Existem bons jogadores e maus jogadores. Ou jogadores ‘assim e assim’. Existem jogadores de rendimento e jogadores ‘que só atrapalham’. A idade nada tem a ver com qualidade, talento, rentabilidade, compromisso, profissionalismo e paixão pelo jogo. E o exemplo atual mais notório é o da nova estrela galáctica Mbappé, do Monaco. O jogador mais jovem de sempre a atuar pela equipa profissional daquele clube. É mais um ‘galinho de ouro’ do futebol do Velho Continente. Mas muitos mais existem por esse Mundo fora. Escondidos. Sem oportunidades. Sem visibilidade.

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Porque acredito neste conceito e nesta aposta nos jovens jogadores, baixei a média de idade da minha equipa. De 29 anos o semestre passado, para 26 neste semestre. E para o próximo, vamos baixar para 24 ou até 23. Tem de ser este o caminho.

Por António Carraça
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