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Grande terramoto

Tudo acontece aos leões neste desastroso final de época. Agora foi a vez de José Eduardo Bettencourt bater com a porta e deixar a Sporting SAD envolta numa crise de identidade. Ainda no dia anterior Dias da Cunha lhe chamava patrão do futebol. Verdade é que se trata de uma baixa importante. Muito.

O administrador delegado soube - com Ribeiro Teles - criar uma nova SAD. Com uma abordagem diferente ao que estávamos habituados no futebol português. Sem protagonismos, aparecendo apenas o necessário.

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Louve-se, soube encontrar um rumo financeiro. Após um trimestre com 15 milhões de euros de prejuízo, a sociedade leonina apresenta agora lucros e sem contar com a venda de Cristiano Ronaldo. Não fossem as outras participadas sugadoras e a SAD estava garantida.

O administrador não sai apenas por motivos pessoais. Tal como Ribeiro Teles esperava mais do projecto Roquette. Mas a solidão a que estava votado na SAD tornou-se insuportável. Percebo-o.

Só o futuro interessa. Mas é uma incógnita. E está nas mãos de Dias da Cunha. Que tem tempo. Bettencourt é um senhor. Vai aguentar-lhe o barco. Agora há muitos candidatos. Mas atenção... uma má escolha será o desastre. Total.

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