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Futre, claro, foi o cromo do ano, num regresso épico de um herói. As palavras “charters” e “chinês” nunca mais soarão iguais. Mas há mais cromos na caderneta de 2011. Incluindo o amuanço de Ricardo Carvalho, que saiu da Seleção, o que nos leva ao Tarzan do Ano, Paulo Bento: com ele, Carvalho nunca mais lá põe os pés.
Falando de amuanços, o momento patético foi o “apagão” na Luz após a vitória do Porto. No mesmo estádio, mais tolices: uma jaula e um incêndio. Incendiário foi Costinha, numa entrevista que mostrou o estado decadente do Sporting. Saída aplaudida foi a de Bettencourt, mas o sumiço do ano foi de um animal: a águia Vitória. O passarão foi no entanto Braz da Silva, numas eleições do Sporting que foram como o Euromilhões: todos prometeram dinheiro, ninguém o viu depois. Godinho Lopes recebeu o presente envenenado do ano: um clube falido. Já o ativo mais cobiçado não foi um jogador, foi o Benfica TV.
A melhor piada foi de Berardo, que quis comprar o “passe” de Pinto da Costa. Mas foi Vieira quem fez grandes negócios, com Coentrão e o inexplicável milagre de vender um frangueiro Roberto por uma fortuna a um clube falido. Coisas do futebol… O Benfica acaba forte, o Sporting a jogar melhor mas o clube do ano, apesar do final fracote, foi o Porto. O que nos leva ao herói do ano: um treinador que ganha campeonato e Liga Europa, Villas-Boas. Vítor Pereira ganha a insónia do ano (pelo stress), Jesus é a pastilha elástica do ano (pela insistência), Domingos é a paciência do ano – foi preciso tê-la.
O momento alto foram as meias-finais da Liga Europa, com três clubes portugueses quando nos chamavam PIGS. Nem porcos nem lixo, somos campeões. Basta falar nos óbvios Mourinho e Ronaldo, mas também nos Sub-20, no judoca João Pina e no camião de Elisabete Jacinto. Boas entradas!
Futre, claro, foi o cromo do ano, num regresso épico de um herói. As palavras “charters” e “chinês” nunca mais soarão iguais. Mas há mais cromos na caderneta de 2011. Incluindo o amuanço de Ricardo Carvalho, que saiu da Seleção, o que nos leva ao Tarzan do Ano, Paulo Bento: com ele, Carvalho nunca mais lá põe os pés.