Cumprida a missão de somar mais três pontos na Liga portuguesa, colocando assim pressão acrescida sobre os mais diretos rivais, o FC Porto vira agora atenções para a Champions League, onde os dragões têm responsabilidades acrescidas pelo seu bonito e glorioso historial na prova, mas também por serem os únicos dignos representantes do futebol português ainda em competição. 19.45, na Invicta, é e será sempre a “Hora Champions”, tal é a frequência com que o FC Porto joga nesta magnífica liga de há mais de duas décadas a esta parte. Como equipa com mais presenças na história da maior prova de clubes do Mundo, o FC Porto mostra, ano após ano, que não há impossíveis para um povo como o nosso, de um pequeno mas orgulhoso país periférico da Europa. Quando se junta uma liderança forte como a de PInto da Costa, com um treinador jovem e ambicioso (como foi José Mourinho e como Julen Lopetegui pretende também mostrar que é), adicionando a estes predicados um grupo de jogadores talentosos, focados nos objetivos e profundamente comprometidos com o clube, o céu é o limite e as conquistas tornam-se quase inevitáveis. Foi assim em 2004...
Quis o destino que o Basileia fosse o adversário nos oitavos-de-final. Podia ser pior? Talvez. Mas os suíços deixaram o Liverpool pelo caminho, bateram-se com o Real Madrid, lideram a sua liga de forma destacada e, acima de tudo, são superiormente orientados por Paulo Sousa, um técnico que parece destinado a mais altos voos. Como jogador, foi o único da história a conquistar duas Champions seguidas. Como treinador, está a construir uma carreira de baixo para cima, consolidada em resultados muito positivos. Como homem, mostrou desde cedo, nas largas dezenas de vezes em que jogámos juntos na Seleção, qualidades inatas de líder. Como amigo, desejo-lhe toda a sorte do Mundo em todos os jogos, menos nos dois frente ao FC Porto...