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Opinião
Luís Avelãs Jornalista

Incompetência generalizada

Ainda no Brasil, a Federação Portuguesa de Futebol anunciou que iria analisar, ao pormenor, tudo o que de errado tinha acontecido com a Seleção no Mundial. E cumpriu. Demorou, demorou, mas lá chegou o dia em que Fernando Gomes falou. Cheio de esperança e convicção, o líder abordou o passado, mas aproveitou a ocasião para dar a conhecer uma série de medidas que, em seu entender, podem contribuir para evitar derrapagens futuras. Mas, independentemente da promoção de dois observadores a adjuntos ou da criação de novos departamentos técnicos e clínicos, o grande destaque no discurso do responsável da FPF foi a forma simples como definiu o desempenho luso. Para o presidente, a ausência de um resultado melhor só tem uma explicação: “Fomos incompetentes”, assegurou.

A questão é que depois de se escutarem as linhas orientadoras para o curto-médio prazo não se percebeu quem é que foi incompetente no Brasil. Terão sido todos? Provavelmente... Contudo, o líder não se demitiu;os dirigentes que estavam dia a dia com o grupo também não; a equipa técnica saiu do processo com poderes reforçados (ainda que talvez só aparentemente) e apenas o desempenho do corpo clínico – tendo em conta as mudanças operadas – parece ter sido alvo de crítica. Ainda assim, segundo consta, a saída de Henrique Jones e Nuno Campos, por motivos pessoais, já estaria apalavrada. De resto, segundo o próprio Fernando Gomes, até os médicos que agora cessam funções na formação principal foram convidados para se manterem na estrutura federativa. Dito por outras palavras: se são eles os incompetentes... devem ser pouco. Muito pouco...

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Em resumo, Fernando Gomes teve tempo de sobra para analisar todos os detalhes, decidiu proceder a não sei quantas modificações, tem a certeza que Portugal não foi competente, mas aparentemente ninguém foi... incompetente. Bom, Paulo Bento mantém a ideia de ser ele o responsável pelo desaire. Mas, a ser totalmente verdade, também não se demite, nem é afastado. Enfim...

Entretanto, na Liga, o regabofe prossegue. Agora que já não existem dúvidas sobre a regularidade das listas de Rui Alves e Fernando Seara o que será preciso para decorrer nova eleição? Que Mário Figueiredo consiga ir a votos?!

Por Luís Avelãs
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