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Lakers fazem a festa

Chegou ao fim mais uma temporada da NBA. Não faço ideia o número de jogos que comentei, quantos vi ou a quantidade de informação que devorei para, desta ou daquela forma, estar ao corrente das principais novidades. Sei apenas que foram horas e horas de dedicação a algo que, desde miúdo, é uma paixão. Das fortes, daquelas que dificilmente se explicam e que, por exemplo, levam alguém a deitar-se já de manhã só porque era "impossível" ir dormir sem ver aquele jogo, sem saber o tal resultado.

O título ficou, tal como o ano passado, com os Los Angeles Lakers que, no sétimo e decisivo embate da final, em casa, derrotaram os rivais de sempre, os Boston Celtics. Agora, apenas um troféu (17-16) separa as duas organizações mais laureadas da história, ainda com os verdes no comando.

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Pessoalmente - e nunca pensei ter esta opinião em relação a uma final da mais espectacular liga desportiva do planeta - não fiquei muito satisfeito. E não o digo por causa do troféu ter pertencido a Kobe Bryant e companhia. Se os anéis tivessem ido parar a Boston continuaria a "torcer o nariz" a uma final intensa, é certo, mas mal jogada durante demasiados momentos. Saber que os Lakers só precisaram de 80 pontos para vencer o derradeiro duelo... é estranho.

Contudo, como sustenta muita gente, as finais não são para jogar bem ou mal, mas sim para ganhar. É mesmo verdade. Duvido que exista, hoje, um adepto dos Lakers triste, embora a sua equipa tenha jogado pouco na partida da decisão. Como, com toda a certeza, não encontraríamos um dos Celtics a reclamar caso, ontem, os homens do Massachussets lograssem estender o seu domínio durante os três primeiros períodos até ao final do jogo. E também eles estiveram abaixo do seu potencial. Mas, para quem não sofre por nenhum dos emblemas envolvidos na final, é triste constatar que a qualidade do basquetebol apresentado deixou muito a desejar, independentemente de se poder valorizar o trabalho defensivo de ambos os conjuntos. O meu modelo de jogo ideal, confesso, contempla mais pontos, mais contra-ataque, mais assistências... mais espectáculo.

Como apaixonado da modalidade - e depois de ter tido privilégio de assistir a meia dúzia de finais "in loco", sentindo um tipo de adrenalina que a televisão, infelizmente, jamais conseguirá passar a quem assiste aos jogos a milhares de quilómetros de distância -, repito, esperava mais e melhor. Mas, agora, isso já não interessa nada. E ao contrário do que muitos dizem não vai ser preciso esperar vários meses para voltar a saciar o meu (e de tanta gente, de basquetebolistas a futebolistas, de políticos a apresentadores televisivos, de jornalistas a médicos, de simples anónimos a caras conhecidas da sociedade lusa) insaciável apetite por tudo o que tenha a ver com a NBA.

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Sim, eu sei, faltam mesmo alguns meses para a bola voltar a saltar nos vários pavilhões da Liga. Mas, antes, teremos o "draft" e um defeso que parece talhado a ser agitadíssimo, tendo em conta os nomes de fantásticos atletas que podem mudar de camisola. LeBron James, claro, concentra todas as atenções, mas há muita gente de qualidade a fazer contas à vida e a poder ajudar a alterar o actual "status" da prova.

E para os verdadeiro viciados, entre 28 de Agosto e 12 de Setembro, na Turquia, teremos o Mundial de basquetebol, uma excelente oportunidade para ver em acção muitas das figuras de proa da NBA. Por razões várias, já se sabe que vão faltar algumas "trutas", mas a qualidade será, ainda assim, impressionante.

Bom, independentemente do "draft", da agitação do mercado e do aguardado sucesso do Mundial, posso garantir que, a partir de hoje, vou passar a dormir mais umas horinhas por dia. E isso, garanto-vos, também tem o seu valor. Um enorme valor!

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