_

Lebron: Rei ou súbdito em Miami?

Terminou a longa espera para se saber onde é que Lebron James - um dos dois melhores jogadores da actualidade na NBA, a par de Kobe Bryant - vai jogar a partir da próxima temporada. A cidade eleita foi Miami, a equipa os Heat que, de uma assentada, assegurou a continuidade de Dwyane Wade, recrutou Chris Bosh e agora garantiu o "prémio maior".

Imaginar um trio formado por Wade, Lebron e Bosh leva, de imediato, a pensar que a turma de Miami é um dos mais sérios candidatos à conquista do título na época 2010/11. E isso é verdade, indesmentível. No entanto, estão enganados aqueles que pensam que o trabalho já está feito. Lograr juntar estes fantásticos atletas e basquetebolistas no mesmo sítio é obra, mas daí a concluir-se que os anéis de campeão estão a uma escassa distância... é errado. Bastante. Pelo menos  Lakers e Celtics têm argumentos para os anular.

LeBron James é um autêntico fenómeno, uma força da natureza que, ainda por cima, consegue adicionar um talento invulgar para a prática da modalidade. Olhar para os seus números ao longo de sete épocas em Cleveland é observar um sem número de recordes mas, friamente, é constatar também que, finda a passagem pelos Cavaliers, o seu número de títulos é... zero!

Chris Bosh, não sendo do talento de James, é igualmente um jogador fabuloso, daqueles que conseguem, em minutos, transformar para melhor qualquer equipa. Contudo, é preciso recordar que também não faz ideia do que é ser campeão. Aliás, a sua carreira é fraquinha ao nível do "playoff", fase em que, pese todo o seu esforço e qualidade, tem sido "freguês" de quase toda a gente.

Entendo que Bosh tenha sentido necessidade de se juntar a estrelas como Wade para sonhar com o anel. Tenho mais dificuldade em perceber a ideia de LeBron. Ao não optar por nenhuma equipa órfã de liderança (Nets e Clippers eram "tiros" no escuro, mas Knicks e Bulls não), deixou escapar a oportunidade de continuar a ser o "dono" de uma equipa. Em Miami, por muito bem que jogue (e vai fazê-lo muitas vezes), estará sempre na casa de Wade. O seu ego irá conviver bem com isso?

A questão do ego e da pressão é, de facto, muito interessante na hora de tentar compreender a decisão do jogador que, claro, em minutos passou de herói a vilão no Ohio, o seu estado natal. Lebron, mesmo que não o diga, sabe que falhou em Cleveland. É verdade que, de entrada, não tinha companhia à altura para sonhar com altos voos, mas nos dois últimos anos o cenário mudou. E muito. Só que não mudou a capacidade do líder, na hora da verdade, sentenciar os jogos, as eliminatórias. Será por temer essa responsabilidade que recusou as propostas de Knicks e Bulls? Enfrentar os exigentes adeptos e imprensa na "Big Apple" não é para todos e correr o risco de passar a vida a ser comparado a Jordan também não. Lebron optou por maior serenidade, pelo risco calculado. Ou dito de outra forma: retirou toneladas de pressão das costas. Se falhar em Miami, os custos do desaire serão a dividir por mais dois...

Quem olhar para os números de carreira do agora trio mágico dos Heat, pode ser levado a pensar que, a partir daqui, é "sempre a andar". Não concordo. Em primeiro lugar porque só há uma bola em campo e, necessariamente, alguém (ou provavelmente todos) vai ter de lançar menos. E atirando menos bolas ao cesto - a não ser que as percentagens subam para valores impensáveis -, as médias pontuais vão descer. E também irão baixar as dos ressaltos e das assistências pela mesma razão. Tal não será grave se as vitórias forem muitas. Aqui, contudo, reside outra questão pertinente. É que nenhuma equipa de basquetebol ganha ou joga só com três elementos. São precisos cinco em campo de cada vez e um mínimo de 8/9 "válidos" para poder pensar em aguentar uma temporada tão desgastante.

A missão seguinte dos responsáveis dos Heat é encontrar gente capaz de formar um bloco consistente em torno do famoso trio. A questão é que a equipa deitou fora tudo de útil que possuía (Beasley foi oferecido a Minnesota nas últimas horas). A solução passa por recrutar veteranos que, a troco da ideia do título, aceitem jogar por tostões. Irónico é que, nesta altura, Miami precisa, antes do mais, de um base e um poste para funcionarem como titulares. Ao longo dos anos, vários treinadores afirmaram que qualquer equipa campeã precisa de começar a ser construída com um bom base e um "gigante" intimidador. Será que edificar "a casa" ao contrário também dará bom resultado? É possível, mas é melhor esperar para ver.

Imaginar um trio formado por Wade, Lebron e Bosh leva, de imediato, a pensar que a turma de Miami é um dos mais sérios candidatos à conquista do título na época 2010/11. E isso é verdade, indesmentível. No entanto, estão enganados aqueles que pensam que o trabalho já está feito. Lograr juntar estes fantásticos atletas e basquetebolistas no mesmo sítio é obra, mas daí a concluir-se que os anéis de campeão estão a uma escassa distância... é errado. Bastante. Pelo menos  Lakers e Celtics têm argumentos para os anular.

PUB

LeBron James é um autêntico fenómeno, uma força da natureza que, ainda por cima, consegue adicionar um talento invulgar para a prática da modalidade. Olhar para os seus números ao longo de sete épocas em Cleveland é observar um sem número de recordes mas, friamente, é constatar também que, finda a passagem pelos Cavaliers, o seu número de títulos é... zero!

Chris Bosh, não sendo do talento de James, é igualmente um jogador fabuloso, daqueles que conseguem, em minutos, transformar para melhor qualquer equipa. Contudo, é preciso recordar que também não faz ideia do que é ser campeão. Aliás, a sua carreira é fraquinha ao nível do "playoff", fase em que, pese todo o seu esforço e qualidade, tem sido "freguês" de quase toda a gente.

Entendo que Bosh tenha sentido necessidade de se juntar a estrelas como Wade para sonhar com o anel. Tenho mais dificuldade em perceber a ideia de LeBron. Ao não optar por nenhuma equipa órfã de liderança (Nets e Clippers eram "tiros" no escuro, mas Knicks e Bulls não), deixou escapar a oportunidade de continuar a ser o "dono" de uma equipa. Em Miami, por muito bem que jogue (e vai fazê-lo muitas vezes), estará sempre na casa de Wade. O seu ego irá conviver bem com isso?

PUB

A questão do ego e da pressão é, de facto, muito interessante na hora de tentar compreender a decisão do jogador que, claro, em minutos passou de herói a vilão no Ohio, o seu estado natal. Lebron, mesmo que não o diga, sabe que falhou em Cleveland. É verdade que, de entrada, não tinha companhia à altura para sonhar com altos voos, mas nos dois últimos anos o cenário mudou. E muito. Só que não mudou a capacidade do líder, na hora da verdade, sentenciar os jogos, as eliminatórias. Será por temer essa responsabilidade que recusou as propostas de Knicks e Bulls? Enfrentar os exigentes adeptos e imprensa na "Big Apple" não é para todos e correr o risco de passar a vida a ser comparado a Jordan também não. Lebron optou por maior serenidade, pelo risco calculado. Ou dito de outra forma: retirou toneladas de pressão das costas. Se falhar em Miami, os custos do desaire serão a dividir por mais dois...

Quem olhar para os números de carreira do agora trio mágico dos Heat, pode ser levado a pensar que, a partir daqui, é "sempre a andar". Não concordo. Em primeiro lugar porque só há uma bola em campo e, necessariamente, alguém (ou provavelmente todos) vai ter de lançar menos. E atirando menos bolas ao cesto - a não ser que as percentagens subam para valores impensáveis -, as médias pontuais vão descer. E também irão baixar as dos ressaltos e das assistências pela mesma razão. Tal não será grave se as vitórias forem muitas. Aqui, contudo, reside outra questão pertinente. É que nenhuma equipa de basquetebol ganha ou joga só com três elementos. São precisos cinco em campo de cada vez e um mínimo de 8/9 "válidos" para poder pensar em aguentar uma temporada tão desgastante.

E perante esta decisão de Lebron como ficam os outros conjuntos que sonhavam com a sua aquisição?

- Nets e LA Clippers ficam na mesma ou parecido. Não tinham grandes equipas e como os prinicipais "free agents" já fizeram as suas escolhas, vão ter de continuar à espera de melhor dias.

- os Knicks apostaram fortíssimo neste defeso e como sempre pensei falharam por completo. LeBron, Wade e Bosh rejeitaram as ofertas e o mesmo fez Joe Johnson. Adquirir Stoudemire, naturalmente, é uma grande notícia, mas sabendo que perderam David Lee (para Golden State)... a coisa não deve ser muito diferente.

- Chicago cumpriu metade do plano. Precisava de um jogador interior capaz de combinar com Noah, mas garantindo mais pontos. Boozer é esse homem. Todavia, ainda não tem o "atirador" exterior (Korver ou mesmo Reddick são nomes equacionados, mas não acredito que ajudem a equipa a crescer de forma evidente). Completamente errado foi dispensar Kirk Hinrick. Abdicar do "cérebro" do conjunto para... ver Lebron em Miami foi um disparate histórico. Ainda assim, Rose, Deng, Boozer, Noah e um bom lançador podem formar um cinco interessante e capaz de enganar gente famosa.

PS - Eu sei que me consideram louco, mas como adepto confesso dos Bulls não estava muito interessado em ver Lebron em Chicago. Desejava, isso sim, um atleta interior (a minha primeira opção era Stoudemire, mas também me contentava com Lee, Bosh ou... Boozer) e um lançador de créditos firmados. Ray Allen, apesar de veterano, era o ideal. Agora que ele já aceitou renovar põe Boston, gostaria, por exemplo, que Turkoglu pudesse encaixar. Outro nome que me agrada? Michael Pietrus. Ah, é verdade, os Bulls também teriam muito a ganhar se, fora do circulo habitual, procurassem reforços na Europa.

PUB

- Nets e LA Clippers ficam na mesma ou parecido. Não tinham grandes equipas e como os prinicipais "free agents" já fizeram as suas escolhas, vão ter de continuar à espera de melhor dias.

- os Knicks apostaram fortíssimo neste defeso e como sempre pensei falharam por completo. LeBron, Wade e Bosh rejeitaram as ofertas e o mesmo fez Joe Johnson. Adquirir Stoudemire, naturalmente, é uma grande notícia, mas sabendo que perderam David Lee (para Golden State)... a coisa não deve ser muito diferente.

- Chicago cumpriu metade do plano. Precisava de um jogador interior capaz de combinar com Noah, mas garantindo mais pontos. Boozer é esse homem. Todavia, ainda não tem o "atirador" exterior (Korver ou mesmo Reddick são nomes equacionados, mas não acredito que ajudem a equipa a crescer de forma evidente). Completamente errado foi dispensar Kirk Hinrick. Abdicar do "cérebro" do conjunto para... ver Lebron em Miami foi um disparate histórico. Ainda assim, Rose, Deng, Boozer, Noah e um bom lançador podem formar um cinco interessante e capaz de enganar gente famosa.

PUB

Deixe o seu comentário
PUB
PUB