Custou, mas foi! Depois de tantos avanços, recuos e indefinições, Sporting e Liedson acertaram a renovação por mais quatro temporadas. Fica a ganhar o Sporting (porque mantém nas suas fileiras, muito provavelmente, o jogador mais fulcral do conjunto), a Liga (todos os jogadores de classe, independentemente da nacionalidade, fazem falta ao principal campeonato nacional) e o jogador (vai, finalmente, receber como figura de proa que é).
As reacções dos adeptos leoninos não se fizeram esperar. Mal o anúncio da renovação foi tornado público, a alegria foi evidente. Compreende-se a satisfação. Liedson é mesmo importante para a equipa e tendo em conta que as relações entre as duas partes chegaram a ser muito complicadas, se calhar eram bem poucos os que acreditavam neste desfecho.
Alguns sportinguistas, contudo, temem a despesa acrescida que aí vem. É um pensamento legítimo, mas sem muito fundamento. Os problemas das finanças dos emblemas portugueses não começam, nem acabam, no muito que se paga a Liedson, Simão ou Quaresma. Nem tão pouco a Sá Pinto, Ricardo, Nuno Gomes, Petit, McCarthy ou Lucho González. Nunca foi má política contratar bons jogadores e pagar-lhes bem. Também nunca vi como erro renovar com quem justifica o dinheiro que ganha, mesmo que para isso seja necessário melhorar salários.
Errado, ao longo dos tempos, é comprar por comprar. Gastar, muito ou pouco, em jogadores de quem pouco se sabe e que, à vista desarmada, todos acreditamos que deviam alinhar em clubes mais modestos ou mesmo enveredar por outras profissões.
Os adeptos do Sporting, assim como os do Benfica ou FC Porto, não esquecem, certamente, muitos dos "barretes" que os seus clubes enfiaram nos últimos tempos. São essas verbas, verdadeiramente desperdiçadas, que colocaram os grandes nacionais com "a corda na garganta". Não foi o dinheiro investido em jogadores que estiveram na origem de títulos, nem as "migalhas" gastas nas modalidades, que originaram buracos financeiros. Esta é que é a verdade, por muito que custe a alguns dirigentes admiti-la, já que, de vez a vez, lá estão eles a comprar gato e a pensar em lebres...