Liedson "força a barra"

1 - A entrevista de Liedson ao "Jornal de Notícias" volta a comprovar que o brasileiro, sem o dizer de forma clara, encara com bons olhos uma saída a curto prazo de Alvalade. O avançado desmente ser indisciplinado, mas critica o facto de o obrigarem a treinar grandes penalidades quando não as marca nos jogos; compara o Sporting a uma ditadura ou quartel-general e chega ao ponto de dizer que há alguém, no balneário, que não perde tempo em passar para o exterior os problemas internos. Por outras palavras, Liedson agitou tanto a época natalícia dos leões que, seguramente, o regresso aos treinos vai ser "quentinho".

Ao ser pouco delicado na forma de abordar determinadas questões Liedson garantiu, antecipadamente, mais um choque de personalidades. Com alguns companheiros, mas principalmente com Paulo Bento, pois parece claro que é ao treinador que o dianteiro, indirectamente, lança mais críticas.

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Dias depois de ter protagonizado cena evitável com Vukcevic na Madeira, Liedson volta a "forçar a barra". E não o pode ter feito de forma inocente. O brasileiro quer mudar de ares ou, em alternativa, deseja ser o líder do balneário, algo que nunca conseguiu, embora seja indiscutível a sua importância dentro do campo. Mas, com estas atitudes e tendo em conta a forma típica de actuar de Bento, parece que a solução passará mesmo... pela saída.

Quando o clube se concentrava em encontrar um parceiro à altura para Liedson, parece que a busca terá de ser diferente: um substituto para Liedson!

2 - Na extensa entrevista que Filipe Soares Franco deu a Record li várias coisas interessantes, mas também algumas explicações pouco claras. Diz o líder, sobre as modalidades, que "o Sporting, quando nasceu, foi fundado para fomentar o desporto, para ter praticantes. Não nasceu para ter atletas profissionais". Gostava de saber se defende a aplicação dessa "máxima" ao futebol...

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É usual ouvir os dirigentes dos principais clubes lusos atirar para cima das modalidades os erros da gestão futebolística, mas não vejo nenhum dizer que bastavam as verbas gastas numa má contratação para o futebol para pagar uma época com várias modalidades de alta competição.

Soares Franco "exige" do Governo uma pista coberta para o atletismo. E estima que bastarão 15-20 milhões de euros para o efeito. Concordo com a observação/sugestão mas, curioso, é constatar que não parece, ele próprio, disponível para fazer o sacrifício de desviar verbas do clube para a construção de um pavilhão.

Se o Sporting não fosse um clube historicamente eclético e se os seus dirigentes não tivessem tanto orgulho em afirmar que são o segundo clube com mais títulos em todo o Mundo talvez esta conversa até fizesse algum sentido, mas assim... não!

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