Opinião
Sérgio Krithinas Diretor executivo

Lima, no Dragão e em todo o lado

Nem sempre compreendido pelos adeptos, Lima é o espelho deste Benfica, uma equipa que joga como tal e sem nenhuma estrela a brilhar claramente acima de todas as outras. O brasileiro ficará na história deste campeonato pelos dois golos no Estádio do Dragão, que, percebeu-se depois, fizeram a diferença em relação ao rival FC Porto. Mas não foi só aí, nem sequer nos restantes 15 golos apontados neste Liga, que foi decisivo. O camisola 11 esteve em cada momento de cada jogo da temporada: ao correr atrás da bola, ao pressionar os defesas contrários, a pensar sempre no interesse da equipa em vez de pensar no dele próprio. E, mesmo assim, apresenta números ao nível dos grandes avançados da história dos encarnados. Daqui por alguns anos, é possível que os adeptos se recordem mais da magia de Gaitán, da subtileza de Jonas, da classe de Júlio César, da segurança de Luisão e da raça de Maxi Pereira. Lima teve um pouco de tudo isto – e, por isso, é o jogador deste título.

Por Sérgio Krithinas
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