Opinião
Octávio Ribeiro Jornalista

Luisão aponta

A forma como Luisão gesticulou com Rui Vitória na linha lateral, perante um resultado já negativo, trinta mil benfiquistas na bancada e milhões de testemunhas televisivas, não deixa dúvidas: Rui Vitória é ainda um líder fraco. 

O diálogo entre treinador e capitão pode ocorrer. É até saudável que ocorra. Mas gestos, que apontam zonas mal cobertas, só acontecem se o líder não se impôs. Rui Vitória quis passar uma mensagem, Luisão deixou-lhe várias e aquela reação atarantada do treinador, com sinais de incentivo a fazer girar a bola, não significa mais nada se não um enorme vazio.

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Também as substituições foram as de um homem acossado, como se, no futebol, a linha recta fosse o melhor caminho entre dois pontos. Meter vários pinheiros na área contrária, semeados em vendaval, sem curar de quem os alimente pelos flancos, é só para inglês ver. Em épocas transactas, o Benfica recuperou de desvantagens, ou chegou a vitórias, com um quase enervante sangue frio, que lhe permitia insistir no jogo pelos flancos. Na passada jornada, o Benfica verticalizou o jogo cedo de mais, até os alas passaram a procurar terrenos interiores, em busca da sorte, sem que Rui Vitória conseguisse corrigir essa cegueira pelo ouro. 

No primeiro parágrafo ficou um 'ainda', antes da expressão ´líder fraco´. É apenas um benefício da dúvida que qualquer bom profissional merece até ser desmentido nas três sílabas. Os textos sobre Rui Vitória lembram-me vários produzidos na análise a Paulo Fonseca no Dragão. 

 

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Por Octávio Ribeiro
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