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A indignação expressa por Mantorras no final do jogo de ontem com o Espanyol não tem qualquer outro significado para além de um desabafo normal em qualquer jogador que não figura entre as primeiras escolhas de um treinador. Outra leitura que se possa fazer disso é inventar cenários.
Mantorras disse o que lhe ia na alma - naturalmente com o golo marcado frente ao Beira-Mar bem vivo na memória - e reclamou o que julga ser seu (percebe-se o desconforto por ser lembrada, e com termos menos próprios algumas vezes, a lesão que o limitou) mas também não pode querer que o vejam como a salvação do Benfica.
O avançado angolano pode ser útil à equipa - como já mostrou em muitas ocasiões e merece mais do que 10 minutos. Só que há de facto quem seja melhor.
Quanto a Fernando Santos foi coerente com a posição que defendeu há umas semanas relativamente a Moretto: É ele quem manda. A resposta na hora foi a única coisa que podia ter feito.
As últimas jornadas da Liga podem ser (com culpas no cartório) penosas para o técnico do Benfica, que tenta "disciplinar" o grupo para outros males maiores não se aproximem.