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Se Gilberto Madaíl só comunicou com José Couceiro por SMS para lhe dar a conhecer a rescisão do contrato, como o técnico assegura, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol teve um comportamento que em nada se coaduna com a correcção que um organismo daquela dimensão deve exigir a todos os que o representam.
A decisão de Madaíl não é nova no futebol. Como em qualquer outro sector da sociedade existe uma espécie de moda de se dizer indirectamente o que deve ser dito cara a cara mas neste aspecto, mas Couceiro tem toda a razão para estar desiludido com a Federação Portuguesa de Futebol.
Razão teve também a FPF em acabar com uma ligação que foi um insucesso, que não tinha pés para andar e que à medida que os jogos se iam realizando esteve sempre perto do fim. O que se passou na Holanda e no Canadá devem servir para retirar ilacções que impeçam que a vergonha se repita.
Couceiro quebrou o silêncio hoje. Mostrou desilusão, como se compreende, falou de falta de apoio institucional, mas devia ter evitado refrir-se a Rui Caçador. Disse Couceiro que Caçador esteve sempre de acordo com todas as decisões que tomou , pelo "que se houve erros vão continuar a existir". Mas afinal quem é que mandava? Quem é que era o n.º 1? Não soa isto a a sacudir a água do capote?