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A afirmação de Madaíl na conferência de imprensa que se seguiu à derrota com a Alemanha no sentido que o "ciclo de Scolari já estava terminado antes do Euro'2008" pode pecar por inoportuna mas acaba por espelhar bem a realidade. Independentemente dos resultados alcançados, abriar-se-ia aí uma nova etapa na Selecção Nacional.
Esta nova etapa que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol tem agora entre as mãos tem de romper com o que ficou para trás, começar de novo.
Scolari colocou a Selecção num patamar elevado. Alcançou bons resultados, fundamentalmente pela união que conseguiu no grupo, mas também deixou opções mal explicadas, e que roçavam mais a teimosia do que qualquer outra coisa, como a confiança ilimitada nalguns jogadores quando havia outros em melhor condição. É preciso acabar com isso.
Carlos Queiroz é, indiscutivelmente, o único técnico português com "estatuto" e "personalidade" para liderar a Selecção sem olhar a interesses que não sejam os de Portugal. Qualquer outra escolha soará a fracasso, ao qual Madaíl, prestes a deixar a FPF, não quererá ver associado ao seu nome.
A hipótese estrangeira é naturalmente válida mas aí é fundamental que o escolhido seja, de facto, melhor do que Scolari. De outra forma voltaremos aos velhos tempos em que não íamos a lado nenhum.