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Messi e o encontro com a história

Messi e o encontro com a história

Nunca me pareceu pertinente discutir se Messi é melhor que Ronaldo ou vice-versa. Ambos são futebolistas de eleição, tão extraordinários que, na maioria das vezes, conseguem transformar todos os restantes – inclusive os muito bons – em jogadores apenas normais. Neymar, Ibrahimovic, Robben, Bale, Falcão e tantos outros são sensacionais mas, indiscutivelmente, não possuem a magia, a regularidade ou a eficácia dos “extraterrestres”.

Mas, se não existe a mais pequena dúvida que Messi e Ronaldo há muito reservaram um lugar de destaque na história do futebol mundial, convém ter em atenção que nenhum nome pode ambicionar ser considerado o número um de todos os tempos se, entre um vasto rol de títulos, não constar a vitória num Mundial. Épor isso que, para a maioria dos analistas, Pelé e Maradona surgem sempre à frente de gente tão fantástica como Cruyff, Di Stefano, Platini ou Eusébio. Ser grande é uma coisa, ser o maior de todos “obriga” a preencher o tal requisito. E isso, até à data, ainda não sucedeu com os dois prodígios da atualidade. Acontecerá alguma vez?

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Ocapitão da Seleção Nacional, depois da campanha negativa no Brasil, sabe que em 2018, na Rússia, aos 33 anos, terá a derradeira oportunidade de alcançar essa meta. Messi, dois anos mais novo, também deverá estar em condições de lutar pelo título na Rússia mas, esta noite, no quente Rio de Janeiro, terá já uma ocasião soberana para, em definitivo, assumir a candidatura a um trono subjetivo, é certo, mas bastante apetecível.

Messi, até pela sua maneira de ser algo introvertida, não parece viver preocupado em poder ser reconhecido como o melhor de todos os tempos. Aliás, várias vezes fez questão de se colocar num plano inferior em relação ao compatriota Maradona. Mas, mesmo assim, logo, quando a bola começar a rolar e tiver pela frente a invariavelmente fria Alemanha, terá em cima das suas costas um peso tremendo. A estrela do Barcelona sabe que é a grande esperança de toda a nação argentina e também há muito percebeu que os adeptos exigem que lhes ofereça algo que escapa há 28 anos. Ganhar será a sua libertação, assim como a candidatura legítima ao tal trono. Mas, será que ele vencerá este encontro com a história?

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