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O regresso dos treinos abertos ao público ao Seixal marcou o dia do Benfica. Mais de 3 mil pessoas rumaram à margem sul para ver os craques encarnados em ação, num dia que tinha tudo para ser de depressão por ver Maxi chegar à Invicta. Um bom spin da inteligência do clube acabou assim por marcar a agenda, transmitindo vivacidade em vez de acrescentar a transferência do subcapitão ao lote de perdas iniciado com a saída de Jorge Jesus para o rival de Alvalade.
Mas o estado depressivo em que se encontram alguns adeptos tem razão de ser
Não. Entende-se, claro. Ver sair um treinador icónico como JJ para o Sporting e perder Maxi para o FC Porto só pode deixar marcas. Mas para isso serve a razão.
O Benfica poupa mais de dois milhões de euros/época com a troca Jesus-Vitória. E o salário oferecido pelo FC Porto ao uruguaio é obsceno. Ficam leões e dragões mais próximos da vitória? Talvez. Mas está condenado o Benfica? Outra vez não.
O único jogador importante que saiu da Luz foi Maxi. Artur, Sulejmani e Benito não deixam saudades e a relação entre JJ e a estrutura do clube já não era a mesma. Não é à toa que o técnico não se sentia desejado. Melhor assim para todos.
Cabe agora a Rui Vitória provar ter mão para um clube grande. E a Vieira poupar, sim, mas sem comprometer os desafios desportivos do Benfica. Até agora apenas 8 milhões foram investidos. Mais do que o Sporting, mas pouco para quem gastava mais de 40 milhões por temporada. Encontrar o equilíbrio entre a poupança e a competitividade é o mais difícil ao bicampeão. Chegar ao 35.º título só será possível batendo um FC Porto fortíssimo e um novo leão. Mas não é impossível.