Nobre povo

Nobre povo

Teve início um novo ciclo da Seleção de todos nós, agora sob o comando técnico de Fernando Santos (com a preciosa e fundamental ajuda de Ilídio Vale), e várias ilações podem ser imediatamente retidas. Nada se consegue de um dia para o outro e não é a saída de Paulo Bento que vai fazer com que os resultados apareçam de forma automática. Nem tudo estava muito mal antes, nem tudo ficou muito bem agora. Mas há motivos para acreditar: temos jogadores de qualidade e em quantidade, a nova equipa técnica traz ideias novas e o grupo parece estar unido em torno de um objetivo comum: estar presente no Euro’2016.

Daqui a dois anos, quando estivermos (eu acredito!) a disputar a prova maior do Velho Continente em terras gaulesas, alguns dos que agora foram convocados não estarão presentes. Mas quando olho para os atuais pupilos de Rui Jorge fico tranquilo em relação à nossa tão propalada “pequena base de recrutamento”. Até pode ser pequena, mas tem uma qualidade de fazer inveja a todos os nossos rivais! Como é que é possível que aqueles jovens não tenham espaço competitivo nos primeiros e mais mediáticos palcos do nosso país?!? Inadmissível! Mas não incompreensível, já que a razão é muito simples e só não vê quem não quer: os interesses financeiros dos mais diversos agentes que gravitam em torno do futebol (empresários, dirigentes, treinadores, etc...) levam a que seja mais “vantajoso” apostar em estrangeiros. “Vantajoso” para quem? Tirem as vossas conclusões, mas para o futebol português não é, com toda a certeza.

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P.S. – Não posso deixar de aqui destacar o incondicional apoio dos nossos emigrantes em França. Que manifestação fantástica de portugalidade, como sempre acontece quando ali jogamos! Querem um caminho para o nosso país sair desta crise? Colocar os olhos naqueles que se veem forçados a trabalhar arduamente além-fronteiras e que, ainda assim, acreditam de forma tão apaixonada naquilo que é nosso, poderá ser um bom começo!

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