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Nossos como os de cá

Pode haver quem não goste de reconhecer que vibrou com os golos de Liedson e Pepe nos últimos 2 jogos da Seleção Nacional mas será difícil ignorar que os dois jogadores, nascidos no Brasil, são muito úteis à Seleção Nacional.

Acreditemos que o tempo vai curar todos os "males" e que se Portugal for apurado para a fase final do Mundial da África do Sul serão muito menos os que continuarão agarrados ao preconceito. Na prática alguma coisa já terá mudado. As "forças" concentram-se no apuramento da Seleção Nacional. Façam golos. O que interessa é que bola entre, independentemente de quem marcar.

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O gesto de Pepe quando quarta-feira marcou à Hungria diz muito. O central do Real Madrid já, por várias vezes, tinha dito que se sente português, mas a forma com puxou a camisola em Budapeste, pode ser visto também como um defender da honra.

Não existem dúvidas que Deco, Pepe e Liedson - o que curiosamente causou maior discordância apesar de não ser o primeiro - têm valor para representar Portugal e estão empenhados em dar o melhor de si à Seleção.

Cumpridos os requisitos da naturalização e aberta há muito pela FPF a janela aos que não vieram ao mundo cá, toda a discussão em torno de Liedson e de outros que vierem a estar nas mesmas condições só pode partir de um pressuposto: a qualidade. Não há outro, por mais que muitos ainda continuem agarrados às antigas ideias de uma pátria fechada sobre si mesmo.

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