Quando a Selecção está a poucos dias de disputar o acesso à fase final do Mundial do próximo ano, o tema principal em torno da equipa comandada por Queiroz é, mais uma vez, o "braço de ferro" da Federação com o Real Madrid por causa de Cristiano Ronaldo. Não há paciência! Pelos vistos, interessa pouco saber como é que se vai tentar parar os criativos da Bósnia, qual o modelo táctico mais adequado para "desbaratar" a débil defesa contrária, se Pepe vai regressar à posição de "trinco" face à ausência de Pedro Mendes, se Miguel vai render o lesionado Bosingwa ou se Paulo Ferreira terá uma palavra a dizer (nem que seja no corredor esquerdo), se Raul Meireles vai manter a titularidade pese a nítida quebra de rendimento no FC Porto, etc, etc. A única coisa que parece ser verdadeiramente importante é descobrir se Cristiano Ronaldo estará quarta-feira na concentração. Não tenho dúvidas - ninguém as terá - sobre a importância do madeirense no esquema da Selecção mas, se efectivamente não está em condições de alinhar, é secundária (ou terciária) toda esta algazarra. Ronaldo é um jogador essencial na equipa nacional sempre que em boas condições físicas. Mas, tal como qualquer outro elemento, deixa de ser fulcral caso não possa actuar. Só conseguiremos o bilhete para a África do Sul se os internacionais que vão alinhar lograrem ultrapassar a Bósnia. A qualidade - indiscutível - de Ronaldo, a confirmar-se a sua indisponibilidade, não será factor. Mas, o mais absurdo nisto tudo é constatar a verdadeira "guerra de bastidores" entre FPF e Real, com várias declarações, comunicados, telefonemas, trocas de faxes e mais não sei o quê a propósito do tema. Se o jogador foi convocado, e mesmo que esteja completamente posta de parte a sua utilização, só tem de se deslocar a Lisboa - munido dos relatórios médicos do clube - para ser observado pelo corpo clínico da FPP. Simples! Se não vier, Gilberto Madaíl pode e deve agir contra o Real. Simples! Contudo, nesta nova "novela" envolvendo Ronaldo, o madeirense não passa incólume. Ele, mais do que ninguém, deve estar interessado em vir a Portugal. Para confirmar que está inapto, mas também para demonstrar que é um verdadeiro capitão. Já o disse e reafirmo: o líder não deve ser o melhor jogador de uma equipa, mas sim aquele que coloca sempre os interesse do colectivo em primeiro lugar. Ronaldo tem de vir à inspecção médica porque os regulamentos internacionais assim o determinam (a menos que a Federação dispensasse o acto) e deve aproveitar o momento para incentivar os companheiros, desempenhar na íntegra o papel de capitão que, naturalmente, não começa, nem acaba, dentro do campo. Caso Ronaldo esteja mesmo (tudo o indica) impossibilitado de jogar, considero normal que o Real decrete o seu regresso a Madrid para prosseguir os tratamentos mas, mesmo assim, creio ser impensável que, no próximo sábado, o extremo não esteja na Luz a apoiar os colegas, a sofrer pelo seu País. Madrid está aqui mesmo ao lado e seja ele ou a FPF a pagar, alugar um avião não será assim tão dispendioso para quem está habituado a milhões. E não venham os "espertos" dos responsáveis merengues - que há muito são exímios em comportamentos questionáveis - dizer que a viagem pode colocar em causa a recuperação. Isso talvez seja válido no que se refere à deslocação à Bósnia, mas não serve de desculpa para o futebolista não viajar entre as capitais ibéricas, algo que se faz num ápice, não colocando em risco qualquer tratamento. E depois é preciso ter em conta que está em jogo a presença no Mundial. Se os espanhóis não entendem isso, Ronaldo está obrigado a explicar-lhes. Caso contrário, no futuro, será apenas um dos melhores jogadores da Selecção Nacional, mas jamais terá autoridade para desempenhar o cargo de capitão.
Pelos vistos, interessa pouco saber como é que se vai tentar parar os criativos da Bósnia, qual o modelo táctico mais adequado para "desbaratar" a débil defesa contrária, se Pepe vai regressar à posição de "trinco" face à ausência de Pedro Mendes, se Miguel vai render o lesionado Bosingwa ou se Paulo Ferreira terá uma palavra a dizer (nem que seja no corredor esquerdo), se Raul Meireles vai manter a titularidade pese a nítida quebra de rendimento no FC Porto, etc, etc. A única coisa que parece ser verdadeiramente importante é descobrir se Cristiano Ronaldo estará quarta-feira na concentração.
Não tenho dúvidas - ninguém as terá - sobre a importância do madeirense no esquema da Selecção mas, se efectivamente não está em condições de alinhar, é secundária (ou terciária) toda esta algazarra. Ronaldo é um jogador essencial na equipa nacional sempre que em boas condições físicas. Mas, tal como qualquer outro elemento, deixa de ser fulcral caso não possa actuar. Só conseguiremos o bilhete para a África do Sul se os internacionais que vão alinhar lograrem ultrapassar a Bósnia. A qualidade - indiscutível - de Ronaldo, a confirmar-se a sua indisponibilidade, não será factor.
Mas, o mais absurdo nisto tudo é constatar a verdadeira "guerra de bastidores" entre FPF e Real, com várias declarações, comunicados, telefonemas, trocas de faxes e mais não sei o quê a propósito do tema. Se o jogador foi convocado, e mesmo que esteja completamente posta de parte a sua utilização, só tem de se deslocar a Lisboa - munido dos relatórios médicos do clube - para ser observado pelo corpo clínico da FPP. Simples! Se não vier, Gilberto Madaíl pode e deve agir contra o Real. Simples!
Contudo, nesta nova "novela" envolvendo Ronaldo, o madeirense não passa incólume. Ele, mais do que ninguém, deve estar interessado em vir a Portugal. Para confirmar que está inapto, mas também para demonstrar que é um verdadeiro capitão. Já o disse e reafirmo: o líder não deve ser o melhor jogador de uma equipa, mas sim aquele que coloca sempre os interesse do colectivo em primeiro lugar. Ronaldo tem de vir à inspecção médica porque os regulamentos internacionais assim o determinam (a menos que a Federação dispensasse o acto) e deve aproveitar o momento para incentivar os companheiros, desempenhar na íntegra o papel de capitão que, naturalmente, não começa, nem acaba, dentro do campo.