Novo ciclo

Novo ciclo

Tenho o Fernando Santos como um ser humano sério, honesto, frontal e um... falso “maldisposto”. Em relação à sua metodologia de treino, olho para o Fernando Santos como um treinador atualizado e organizado. Recordo-me de umas aulas que o míster dava no início de época sobre questões táticas e estratégias. Obrigava-nos a uma interpretação rápida acerca daquilo que pretendia de cada um de nós e do coletivo. Isto fazia com que ultrapassássemos etapas de aprendizagem e de adaptação.

É este o trabalho que todos esperamos de Fernando Santos, ou seja, retirar a pressão da renovação que estava sobre os ombros de Paulo Bento, tendo, contudo, a obrigatoriedade de a fazer. Terá, igualmente, de motivar e melhorar o rendimento dos mais consagrados e, ao mesmo tempo, potenciar e ajudar na evolução dos mais jovens, contando também com uma terceira fação, que são os jogadores mais experientes, consagrados que não participaram anteriormente nas escolhas de Paulo Bento por diversas questões – casos de Tiago, Danny, Bosingwa, Manuel Fernandes, Ricardo Carvalho ou José Fonte.

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Agora, tudo vai depender das suas escolhas e do compromisso de cada um em relação àquilo que é o estado atual da Seleção e à representatividade da mesma: falo na seriedade em relação ao compromisso, e não ao “escape” da pressão vivida nos seus respetivos clubes.

PS: O clássico mostrou, independentemente do empate, que o FC Porto tem mais soluções. Mesmo assim, merece destaque o facto de o Sporting ter alinhado com seis titulares oriundos da sua própria formação. O meu desejo é que, a curto prazo, também o FC Porto possa fazer esta aposta tão interessante em jovens jogadores portugueses.

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