Novo fôlego na 2.ª volta

Novo fôlego na 2.ª volta

Geraram fortes expectativas à chegada, mas ao fim de meia época ainda não conseguiram afirmar-se nos seus clubes. Por razões distintas, vários reforços dos clubes da 1.ª Liga estão a ter dificuldades em mostrar rendimento. Eis algumas das desilusões do presente campeonato, que ainda podem vir a dar que falar pela positiva.

Visto como o sucessor de Aimar no Benfica, pelo talento e quantia investida, o sérvio Djuricic não conseguiu superar a forte concorrência no plantel encarnado. Iniciou a época a titular, mas raramente voltou a ser opção, contando apenas 191 minutos de jogo na Liga, praticamente o mesmo tempo de utilização do compatriota Sulejmani. Ambos podem vir a ser trunfos importantes para Jorge Jesus, na ponta final da temporada.

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Depois da época brilhante que realizou em Paços de Ferreira, onde apontou 8 golos e muitos mais deu a marcar, o médio Vítor Silva ainda não exibiu o mesmo perfume em Alvalade. Talvez tenha sentido o peso da camisola do Sporting; não se assumiu até agora como maestro. E o mesmo se poderá dizer de Gerson Magrão, jogador com passagens por Feyenoord, Cruzeiro, Santos e Dínamo Kiev que, para já, apenas jogou 82 minutos na Liga.

Por força do investimento realizado, no Dragão as atenções recaem nos mexicanos Reyes e Herrera. Se, no caso do central, a juventude e a concorrência de Mangala, Otamendi e Maicon ajudam a explicar a menor utilização, permitindo uma preparação a médio prazo, já o centro-campista sentiu dificuldades de adaptação à Europa. Tido como sucessor de João Moutinho, Herrera é um jogador diferente do português, um transportador de bola com faro pelo golo, que precisará de mais tempo para se habituar a um futebol mais rápido e evoluído taticamente.

Peça importante no V. Guimarães no ano anterior, que lhe valeu uma transferência para o FC Porto, o médio Tiago Rodrigues, agora emprestado ao clube vimaranense, não está a ter o mesmo rendimento em termos individuais, tendo sido titular apenas por seis vezes, esperando melhor sorte na segunda volta. Também por empréstimo está Bruno Lopes no Estoril. O avançado brasileiro marcou golos no Japão, mas jogou pouco em Portugal. O poker na Taça de Portugal frente ao Leixões serve de aperitivo para um jogador que ainda poderá vir a render mais.

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Em Braga, a chegada de Salvador Agra, um extremo rápido e criador de desequilíbrios, prometia fazer furor, mas o jogador raramente foi utilizado e rumou agora para a Académica, onde espera ser mais utilizado. Igualmente sem sorte tem estado Hugo Vieira. O avançado tem tido poucas oportunidades e os golos que marcou em Barcelos não lhe têm aparecido.

Joeano chegou esta época a Vila do Conde. O veterano avançado foi um dos principais responsáveis pela subida do Arouca à 1. ª Liga, com 27 golos. O Rio Ave apostou na sua veia goleadora, mas até agora só marcou dois golos e raramente é opção. Por seu lado, o Gil Vicente apostou em Bruno Moraes e Cláudio Pitbull, dois jogadores com história no futebol nacional, mas as lesões dos brasileiros têm limitado a equipa, motivo que também tem impedido Miguel Rosa (Belenenses) e Carlão (P. Ferreira) de se destacarem.

Nem sempre a chegada de um jogador a um novo clube corre da melhor maneira. No entanto, muitos destes jogadores ainda vão a tempo de mostrar que a entrada com o pé esquerdo foi apenas um acidente de percurso. A qualidade vem sempre ao de cima, pelo que, quando a oportunidade chegar, alguns destes atletas ainda se vão tornar peças cruciais nas suas equipas.

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O CRAQUE

Crescimento de Varela

A melhor época de Silvestre Varela no FC Porto ocorreu em 2010/11. Nessa temporada apontou 13 golos e concorria por um lugar nas alas com jogadores como Hulk, James, Cristian Rodríguez, Mariano e Ukra. É um daqueles jogadores que dá ideia de se transcender quanto melhor for a companhia ao seu lado. A chegada de Ricardo Quaresma ao Dragão coincide com o melhor período de Varela. Os 4 golos apontados em 2014, em igual número de jogos, indiciam uma boa ponta final de temporada para o internacional português.

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A JOGADA

A prata da casa

Um estudo coloca o Sporting entre os clubes formadores que mais apostam em jogadores da sua escola e que mais atletas fornecem para as ligas europeias. Neste último item também aparece o FC Porto no top 20, dado que ajuda a quebrar um mito: há boa formação em Portugal para além do Sporting. O aproveitamento que se dá à mesma é que tem diferido. E aqui podemos juntar Benfica, Braga, Belenenses, V. Guimarães ou V. Setúbal, como outros clubes com tradição nos seus escalões jovens. Nem todos serão estrelas de topo, mas há bons jogadores a quem só falta uma oportunidade para mostrar valor.

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A DÚVIDA

O problema das comissões

Entre as propostas de alterações à legislação desportiva apresentadas pelo Sporting encontra-se a redefinição do papel dos empresários, de modo a existir maior controlo e limites nos ganhos com comissões. A ideia é positiva, mas poderá ter dificuldades de aprovação, já que a atividade dos agentes é regulada pela FIFA. O tema das comissões tem gerado polémica, sendo a transferência de Neymar para o Barcelona o último episódio de um mercado cada vez mais selvagem. Terão as autoridades do futebol, portuguesas e internacionais, vontade de mudar esta realidade?

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