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É sina do futebol português. Se o imbróglio já era grande com os recursos para o TAS de Benfica e V. Guimarães, com a confusão emergente da reunião da última sexta-feira do Conselho de Justiça, ficou instalado de vez o caos. Foi neste quadro que decorreu o sorteio de ontem da Liga Sagres. O Boavista lá entrou com o asterisco e com Alice Pinto a vestir a camisola dos axadrezados com um largo sorriso. Faz isto algum sentido?
A Federação Portuguesa de Futebol (ou os seus órgãos) consegue a proeza de baralhar até a UEFA. É o descrético total quando se apenas pedia decência e seriedade.
Com isto, o futebol português vai continuar a discutir-se fora e não dentro dos relvados. Mais do que o reforço dos plantéis ou competitividade do campeonato a discussão sem fim à vista tenta descodificar as incogruências jurídicas ou o eventual tráfico de favores.
Os clubes envolvidos directamente na matéria e até mesmo os outros têm os advogados preparados para a longa batalha, tentanto encontrar na lei buracos que possam reverter as falhas a seu favor.
Ao notificar os clubes, a Federação reconhece a validade das decisões tomadas pelos cinco vogais do Conselho de Justiça, mas como ninguém sabe verdadeiramente o que ocorreu na reunião de sexta-feita, o seu valor jurídico é discutível.
A investigação por parte da Procuradoria Geral da República é essencial para avaliar a potencialidade desses pareceres mas quantos mais dias passarem mais serão os boatos e as pressões sobre quem lá esteve.