É importante no seio de uma Selecção que não se alimentem tabus como de Baía - que como se viu na semana passada se prolongou para além "do tempo de vida" de Scolari à frente da equipa portuguesa - mas também não é conveniente que se criem casos que estavam resolvidos aos olhos de todos, ainda que nem uma palavra tivesse sido ouvida pelos mais directos intervenientes.
Queiroz viu crescer uma onda de reconhecimento à sua volta por as suas convocatórias serem muito explícitas sobre os fundamentos que levaram a essas escolhas, pelo que não há razão para ter vindo agora prometer explicações para não chamar Ricardo.
Se o queria fazer, devia tê-lo feito logo na altura que divulgou a convocatória para o jogo com as Ilhas Faroé. Prometer esclarecimentos numa altura em que Baía também entendeu fazer renascer mágoas antigas, é entrar por um caminho perigoso.
Queiroz deixa o guarda-redes do Betis de fora porque entende que há outros que podem servir melhor Portugal. Não há mais nada a dizer sobre isso. Ao abrir este precedente, fomenta-se a intriga e o "bate boca".
A única coisa que pode derivar daí é termos de ouvir o mesmo coro de lamentos por parte de Ricardo. De "inimigo" a amigo de Baía vai só uma pequeno passo, o que Queiroz deu em La Valetta.