Opinião
Pedro Santos Guerreiro Jornalista

O contrato

A divulgação do contrato entre o Sporting e Jorge Jesus é inédita. O Sporting não confirma a veracidade do documento, que foi divulgado pelo site Football Leaks e noticiado no Record, mas também não o desmente. Os valores estão de acordo com algumas notícias publicadas na altura da contratação bombástica, que vestiu de verde o treinador que vestia de encarnado. E, tirando a bizarria dos quatro euros no valor de salário anual de € 5.000.004,00, confirma-se o resto. Incluindo a batelada.

São mais dois milhões em caso de vitória no campeonato, mais uma série de prémios em caso de apuramentos sucessivos nas competições europeias. Por exemplo, se Jesus conseguir o mesmo que conseguiu na época 2013-2014 no Benfica – ser campeão nacional, ganhar a Taça de Portugal, a Supertaça, a Taça da Liga e ir à final da Liga Europa -, o treinador conseguirá ganhar 3,25 milhões de euros em prémios. Somando ao salário, seria um ano de arromba: 8,25 milhões… e quatro euros.

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Tudo no contrato, se verdadeiro e completo, é perfeitamente liso e legal. Não há aliás referências a comissões de prémios com jogadores vendidos, como muito se especula em relação a treinadores de equipas grandes. A questão não é pois essa, é apenas se Jorge Jesus vai conseguir justificar o investimento que o Sporting nele fez. E esse será não apenas o julgamento que se fará sobre Jesus ele mesmo, mas sobre Bruno de Carvalho. Porque tudo o que ali está é, antes de mais e depois de tudo, uma decisão de gestão.

Por Pedro Santos Guerreiro
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