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O dilema do Benfica

O dilema do Benfica

Que Benfica emergirá para a fase decisiva da época, depois da eliminação europeia e do afastamento da Taça de Portugal? Depois dos primeiros anos recheados com erros de principiante, Luís Filipe Vieira tornou-se um grande decisor na gestão do Benfica. Agora, Vieira tem um dilema: se, por um lado, a saída da Europa faz perder milhões de receita e aconselha poupanças rigorosas no plantel; por outro, a hipótese de se sagrar bicampeão quebraria a hegemonia portista das últimas décadas. Vieira sabe que a conquista do campeonato deste ano é estrategicamente essencial e os seis pontos de avanço não devem ser sobrevalorizados.

Enzo irá sair, tudo indica. O Benfica não ficará o mesmo sem a visão de jogo deste ala, convertido num extraordinário médio-centro. Sem Enzo, o Benfica conservará apenas quatro jogadores capazes de fazer a diferença em golpes de génio: Talisca, Jonas e os dois alas argentinos, Salvio (parado até fevereiro) e Gaitán. Esta míngua de jogadores de nível superior não pode acentuar-se. Vieira terá de levar isto em consideração. Se o Benfica precisar de encaixar mais alguns milhões e baixar a folha salarial, o grande candidato à saída deverá ser Lima. Este excelente profissional está nos últimos anos de plenitude física, e não são os dois golos fortuitos conseguidos frente ao FC Porto que devem alterar a frieza da avaliação.

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Depois, já aqui se escreveu, onde o Benfica precisa de um reforço urgente é no centro da defesa. Mesmo na competição interna, Luisão, com todo o seu saber, está ávido de qualidade de passe e velocidade ao seu lado. Até agora, Jesus não fez surgir uma alternativa clara ao desaparecido Garay. Em suma, se Vieira quer garantir o bicampeonato terá de vender menos do que a tesouraria pede e recuperar o desequilíbrio financeiro lá mais para o verão.

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