O estatuto de Simão

Scolari deve utilizar frente à Holanda o mesmo onze que jogou com o Irão, opção que se compreende perfeitamente mas que deixa um sentimento de alguma injustiça para com Simão.

O extremo do Benfica só pode ambicionar a titularidade numa competição que encarava como decisiva para agarrar na selecção o estatuto que há muito conseguiu no Benfica e que teimosamente lhe ia escapando por razões ainda difíceis de explicar.

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O jogo com o México provou que Simão pode ser muito mais do que a arma secreta para saltar do banco. O jogador do Benfica tem conseguido no Alemanha'2006 a prova que faltava.

Neste quadro, a saída do Benfica é um desfecho muito provável. Vieira ainda ontem admitiu que a sair alguém será o capitão e Simão não escondeu ao longo de toda a época que o episódio de 31 de Agosto - com um pé em Liverpool acabou por ficar em Lisboa - lhe ficou atravessado.

Simão quer provar a si mesmo que tem futebol para brilhar num grande europeu (ninguém tem dúvidas que assim é). E na Europa, a cotação do extremo subiu com a participação no Mundial. E quem tem a ganhar com isto tudo? Simão, o Benfica e Portugal.

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