O Benfica está no mercado à procura de um avançado e o Record dá uma ajuda - num trabalho que pode ler na íntegra na edição impressa desta terça-feira - a definir o perfil ideal para o reforço do ataque dos encarnados. A conclusão a que chega é que o que o "Benfica precisava mesmo era do Mantorras antes da lesão no joelho, ou seja, o avançado do primeiro ano pós-Alverca".
O Mantorras que hoje sobe ao relvado já não é o mesmo porque o joelho não o permite mas mantém intactas algumas das características que o notabilizaram como a entrega, a ambição, o amor à camisola, a rapidez a mexer-se. Mesmo só tendo jogado nas duas temporadas 725 minutos, o internacional angolano, ainda é últil ao plantel encarnado.
Fernando Santos conta com Mantorras, consciente que é um jogador a meio tempo, que jamais pode ser visto como uma solução para 90 minutos. O angolano, traído pelo menisco, sabe melhor do que ninguém que o tempo não volta atrás e que não tem condições físicas para ser "o avançado do primeiro ano pós-Alverca", mas fá-lo de igual para igual do ponto de vista emocional.
Entrega-se a 100 por cento nos treinos, serve o Benfica como ninguém e quando tem a hipótese de jogar os minutos revela que quem sabe nunca esquece. Mantorras viverá para sempre sob o estigma dos 18 milhões, mas se não rendeu ao Benfica o valor de uma transferência não foi por se ter acomodado.
Ao longo dos últimos anos, vividos com muito sofrimento, e dúvidas (não quis arriscar colocar um menisco novo para a recuperação ser mais curta), Mantorras ensinou a muitos o que é gostar de um clube. E isso é muito importante.