Depois de tantas peripécias, parece que Hermínio Loureiro lá vai ser empossado na qualidade de novo presidente da Liga de Clubes. Aleluia! Mais uns dias e já ninguém se lembrava que tinham decorrido eleições naquele organismo tão pitoresco onde todos se dão bem e, de repente, desatam a falar mal uns dos outros ou onde é perfeitamente normal apresentar demissões, voltar atrás e insistir na demissão. Enfim, como diz a sabedoria popular, uma verdadeira "salganhada"...
Mentiria se dissesse que não tenho alguma curiosidade em acompanhar o desempenho do novo Loureiro, embora assuma, desde já, que no futebol (ou em qualquer outra modalidade) gosto de saber (e apreciar) é o que se passa dentro do campo. Mas, vamos dar tempo ao tempo e esperar para ver as medidas de Hermínio que, segundo consta, está disposto a atacar os problemas de frente. Vai ter muito trabalho, digo eu...
Não posso deixar passar este momento sem abordar a despedida emocionada de Valentim Loureiro. Bem ao seu estilo, o Major deu um "show". E, sejamos honestos, na hora de falar ao povo, este militar é um ás. Mas, mais do que elogiar os seus reconhecidos dotes oratórios, gostava de destacar que não percebi o esforço. Para quê tanto alarido na hora do adeus se, objectivamente, o homem não vai sair da Liga? Deixa de ser presidente da direcção e passa a liderar a assembleia geral, é certo, mas isso, na prática, pouco difere. Na essência, Valentim continuará a ser dirigente da Liga e a "passear" pelos corredores que tão bem conhece. Como o próprio fez questão de relembrar aos mais distraídos... tal "performance" só está ao alcance dos intocáveis!
Valentim garante que não tem "culpas no cartório" em dezenas de "embrulhadas" onde o seu nome surge vezes sem conta. É possível que tenha razão e, se necessário, terá oportunidade de o provar em sede própria. Mas, se fosse possível, gostava que ele explicasse, desde já, aquela coisa de telefonar aos presidentes dos clubes para encontrar os árbitros para as meias-finais (e final) da Taça de Portugal. Como é que ele, enquanto líder da Liga, podia saber/definir/prever/escolher os homens do apito para partidas organizadas pela Federação? Este "mistério", assim como outros que têm vindo recentemente a público, não foi abordado na última conferência de imprensa de Valentim enquanto presidente da Liga. O Major optou por falar de outras coisas e de outros protagonistas. Nada de anormal ou não fosse essa a prática comum da casa...
PS - O Benfica esteve atrapalhado diante do Aves, mas a entrada de Rui Costa permitiu a Fernando Santos respirar de alívio. Mesmo longe da forma ideal, o maestro "salvou" o treinador. E como este deve estar feliz ao consultar o calendário. É que nos próximos 15 dias não há Liga, nem "Champions". Depois... logo se vê!