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O novo Benfica

O novo Benfica

1 Está marcado para hoje em Glasgow o primeiro grande teste ao novo Benfica, uma espécie de segunda versão na mesma temporada, mesmo sabendo que a época oficial só se iniciou há um mês. As saídas de Javi García e Witsel, o longo mas justificado castigo a Luisão e a falta de alternativas aos defesas-laterais titulares (Maxi Pereira não defronta o Celtic por estar castigado) constituem problemas quase insanáveis mas com os quais os encarnados terão de conviver. Ou Jorge Jesus puxa dos galões de “catedrático do futebol”, como ele próprio já se autodenominou, ou, pelo menos até à reabertura do mercado de janeiro, o Benfica poderá passar por vários dissabores.

2 Não teve propriamente o efeito da TSU, mas o consenso gerado quase rivaliza com o tema que marcou a atualidade no país nos últimos dias. Todos estão de acordo que não é por falta de jogadores de qualidade que o Sporting teve um péssimo arranque de temporada. Excetuando a questão do ponta-de-lança, onde o défice leonino é evidente, não há um desnível notório entre o plantel à disposição de Sá Pinto e aquele com que Vítor Pereira e Jorge Jesus ficaram após o fecho do mercado de transferências na Rússia. Assim sendo, as armas apontaram-se definitivamente ao treinador, que, diga-se em abono da verdade, tem-se colocado a jeito para arcar sozinho com as responsabilidade deste paupérrimo início de época. Sá Pinto tem um discurso pobre e desajustado da realidade e, muito pior do que isso, demonstra uma confrangedora falta de criatividade em termos tático-estratégicos. O exemplo mais eloquente, várias vezes apontado mas teimosamente ignorado, é a utilização de três jogadores sem vocação ofensiva no meio-campo, chegando ao cúmulo de obrigar Adrien a desempenhar as funções de n.º 10. O miolo pratica um futebol lento e pouco imaginativo, enquanto Van Wolfswinkel vê-se invariavelmente desamparado na frente de ataque. Com jogadores como André Martins, Labyad e Viola, o mais recente reforço, não se compreende o porquê de Sá Pinto persistir numa receita que, no plano interno, só poderá dar frutos nos jogos na Luz ou no Dragão.

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3 Já sem Hulk, o FC Porto estreou-se da melhor maneira na Liga dos Campeões. A qualidade do adversário desaconselha, no entanto, análises precipitadas sobre a forma como os dragões vão reagir à saída do melhor jogador da liga portuguesa.

4 Jogo fantástico em Madrid. No futebol tudo muda num instante. José Mourinho e Ronaldo já estão em alta outra vez.

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