O pior nível

O pior nível

Este campeonato é dos mais desequilibrados de sempre. Felizmente o desequilíbrio não é de um clube perante todos os outros, mas de dois. Dragões e águias, lado a lado. Assim há tanta emoção em torno deste duelo renhido entre FC Porto e Benfica, que nem reparamos no nível médio da competição. E, no entanto, a qualidade média das equipas desceu a níveis que a memória não atinge.

Nunca tantas equipas tiveram tão pouco talento disponível. Tanta falta de desequilibradores, tão frágil fio de jogo. A liga portuguesa está repleta de bons atletas, exemplares profissionais – certamente -, mas sem qualidade para prenderem espectadores ou telespectadores ao gaguejar da bola. Por paixão e dever profissional, procuro seguir e analisar muitos dos jogos com transmissão televisiva – hoje é uma obrigação que dá dores na alma.

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Por esta razão, e pela crise do Sporting, eis um campeonato onde Benfica e FC Porto parecem destinados a decidir o campeão nos dois jogos de confronto direto.

Só o Sporting, se mantiver as melhorias trazidas por Jesualdo, e o Braga, podem ambicionar uma colocação de peças em campo apontada para ganhar, frente a estas duas equipas que enfrentam a crise interna mantendo dinâmica e dimensão europeia.

Neste contexto o próximo jogo do Braga, frente ao Benfica, tem grande importância na decisão do título. A expulsão do central Vinicius torna-se, nestas circunstâncias, um erro muito mais grave e que manchará a folha de Duarte Gomes de forma definitiva.

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Como se expulsa um jogador num lance assim? O gesto assumido pelo árbitro foi feio, injusto, aparentemente cirúrgico. O Braga não merecia e o Benfica não precisava.

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