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O que faltava?

O Sporting de Paulo Bento poderá ter conseguido ontem a injecção anímica de que andava à procura desde que o jovem treinador sucedeu a Peseiro. O jogo de despedida de Rogério – um profissional que deixa saudades nos relvados nacionais – deu aos leões a primeira goleada e trouxe ainda uma exibição bastante agradável. E isso era o que faltava para que a equipa fizesse as pazes com os adeptos, muito desconfiados de uma temporada em que o mau trabalho de alguns destruiu o grupo que há pouco chegara à final da Taça UEFA.

Agora vem aí o mercado de Janeiro e o consequente acerto do plantel por que há muito se ansiava em Alvalade. Não há para compras os 8 milhões de euros desbaratados no defeso, mas o engenho de Carlos Freitas e a tenacidade de Bento poderão trazer outros frutos. O equilíbrio a um grupo de jogadores com talento mas demasiado jovens no seu todo para estas andanças e as peças que parecem faltar num puzzle que os adeptos desejam mais mortífero. E não vale a pena chorar os erros que foram Edson, Wender e outros. O futuro segue dentro de momentos.

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