O que vale a Taça da Liga

Um Sporting-Benfica é sempre apetecível. Faça sol ou chuva, estejam as equipas bem ou mal posicionadas, haja um título em disputa ou não. Foi nos dérbis que nasceram as melhores histórias do futebol português e é neles que se reveem jogadores, treinadores e dirigentes. A final da Taça da Liga encerra assim, por si mesmo, interesse mas daí a ser vista como a salvação da época vai uma distância grande.

Ganhe um ou outro, se a essa taça nada mais juntarem, o troféu de sábado em nada aliviará uma época feita de mais erros do que de sucessos. As contas só se fazem no fim mas só muito dificilmente um dos dois grandes de Lisboa será campeão nacional.

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Matematicamente ainda é possível tanto num caso como no outro mas face ao percurso de hesitações de Sporting e Benfica, o FC Porto só deixará cair a liderança por um conjunto de circunstâncias anormais.

Rui Costa faz o que pode e o que lhe compete, dando um voto de confiança a Quique Flores - nesta fase outra coisa não faria sentido dizer - e lançando para dentro do grupo que "não há impossíveis". No Sporting, Paulo Bento gere com a tranquilidade que a SAD sempre lhe deu os cartuchos que ainda tem na mão.

O que não poderão fazer é dar um estatuto que a Taça da Liga não tem para esconder uma época com muitos erros. Esses, explicam-se pelos números.

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