Parece inevitável a saída de Quique. O Benfica assegura o 3.º lugar da Liga, o mínimo que se exigia mas a época foi desastrosa. E por mais que Quique Flores queira encontrar aspetos positivos, é difícil enumerá-los. As coisas não correram bem ao treinador espanhol mas de uma coisa não pode ser acusado: a falta de frontalidade.
Quique carrega as suas responsabilidades na má gestão do plantel mas também está a responder por algumas que lhe são alheias. Não foi só Quique o responsável. Houve erros de casting e liderança (neste caso Veiga tem razão). Mas fará sentido deitar tudo por água abaixo à procura de outro salvador? Milagres não existem.
Quique afirmou após o jogo do Sp. Braga - no qual deu uma lição ao que pode vir a ser o seu sucessor - que não negoceia com quer que seja enquanto está ao serviço de um clube, que é uma pessoa respeitora.
Nesta, como noutras ocasiões - por exemplo, quando disse que uma eventual saída não deve ser um trauma para qualquer das partes - não seguiu pelo caminho mais fácil, o das frases feitas. O que disse vai muito para além de uma estratégia de defesa. Os destinatários sabem bem quem são.