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O valor de uma equipa B

A mais-valia que representam as equipas B tem-se confirmado com a ascensão de alguns jogadores jovens, concedendo-lhes o espaço competitivo e a maturidade necessária para poderem vingar na equipa principal. Estas equipas têm igualmente servido para dar ritmo competitivo a jogadores menos utilizados pelos clubes, o que é positivo. Mas como também não há bela sem senão, começa a surgir a tendência de utilizar estes conjuntos secundários em entrepostos de atletas sem potencial e/ou qualidade que retiram espaço aos jovens oriundos da formação.

Atletas como Bruma, Ilori, Eric Dier, André Gomes, Ivan Cavaleiro, Tozé, Tiago Ferreira, Ricardo, Tiago Rodrigues, Paulo Oliveira, José Sá ou Aníbal Capela são exemplos da nova vaga de futebolistas da formação portuguesa que, aos 20/21 anos, se apresentam com maior experiência e rodagem, fruto do trabalho de crescimento e aprendizagem por que passaram na transição de juniores para seniores através da sua utilização nas equipas B.

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Trata-se de jogadores prontos para desafios de maior exigência, capazes de produzir mais agora do que se tivessem estado um ano sem rodar na equipa principal ou emprestados a uma equipa mais fraca, por vezes de divisões inferiores. E se do ponto de vista desportivo os jovens portugueses aumentaram a sua capacidade de rendimento, na ótica financeira tornam-se ativos capazes de valer bastante dinheiro para os clubes formadores.

Por outro lado, as equipas B têm facilitado os períodos de adaptação de atletas novos que chegam aos clubes provenientes de outros países ou de equipas de dimensão inferior. Dá-lhes a oportunidade de errar e evoluir para um estado em que o peso da camisola deixe de ser um fator de inibição. Veja-se o exemplo do portista Carlos Eduardo, muito discreto na pré-época, a falhar vários passes e a não mostrar argumentos para ser opção. Depois de uma série de excelentes exibições na equipa secundária, surge agora com outra desenvoltura no onze inicial dos dragões, assumindo a responsabilidade de pautar o jogo azul e branco.

Neste aspeto, o FC Porto será quem faz melhor uso da rotatividade de atletas da equipa principal. Antes também o mexicano Herrera havia passado por este processo e o seu compatriota Reyes também se destaca na B. E até Kelvin e Quintero atuaram por lá. Pelo Benfica, o argentino Funes Mori vai marcando golos e conhecendo os cantos à casa e Steven Vitória também acumula ritmo competitivo. Já em Alcochete, Salim Cissé vai crescendo e ganhando rotinas na equipa secundária dos leões.

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Já não se compreenderá muito bem, o porquê de se colocarem a jogar atletas sem espaço e interesse para a equipa principal. Kléber, Sidnei e Welder, entre outros, entram neste lote de jogadores que, não sendo opções para os seus clubes pelas mais variadas razões, vão sendo utilizados nas B, tirando espaço a jovens Sub-21 e mesmo a juniores de último ano para irem somando minutos.

As equipas B têm prós e contras (no qual se inclui o aumento da despesa dos clubes). Existem ainda pormenores que podem ser melhorados, mas o balanço é, por agora, bastante positivo. E além dos clubes, as seleções jovens também saem reforçadas como se está a comprovar na atual geração Sub-21 lusa.

Aproveito para desejar um Feliz Natal a todos os leitores de Record.

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O CRAQUE

Pronto para a responsabilidade

A lesão de Artur Moraes deu a oportunidade de Jan Oblak se estrear de águia ao peito na Liga portuguesa. A boa época ao serviço do Rio Ave, na temporada passada, mostrou que o guardião esloveno, internacional pelo seu país com apenas 20 anos, está pronto para o desafio. Na verdade, trata-se de um dos mais promissores guarda-redes Sub-21 a atuar em Portugal. Ágil entre os postes, forte nas saídas e seguro nas alturas, Oblak é garantia de qualidade para a baliza encarnada no futuro.

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A JOGADA

Limpar imagem na Liga Europa

FC Porto e Benfica têm francas possibilidades de passar aos oitavos-de-final da Liga Europa. O sorteio não ditou nenhum tubarão e guardou os grandes confrontos para mais tarde. Mas, para lá chegarem, dragões e águias vão ter de fazer muito melhor do que fizeram antes na Champions. Há que limpar a imagem deixada e mostrar em campo que são superiores a Eintracht Frankfurt e PAOK. Essencialmente, será bom não pensar que são favas contadas. Os adversários merecem respeito, mas existe margem para acreditar em boas campanhas.

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A DÚVIDA

Duro golpe para AVB

Apesar de ficar na história do Tottenham como um dos treinadores com maior sucesso nas últimas décadas, André Villas-Boas não resistiu a um ciclo complicado de maus resultados que incluiu duas goleadas de 6-0 e 5-0. Um despedimento que, a par de outras chicotadas psicológicas recentes em Inglaterra, marca uma nova tendência numa liga onde os clubes tinham fama de conservar treinadores a longo prazo. Depois das experiência falhadas no Chelsea e no Tottenham, continuará Villas-Boas a ter mercado na Premier League?

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