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Opinião
Octávio Ribeiro Jornalista

Omega e Slimani

Estamos no aquecimento de motores para o grande jogo do próximo domingo (no caso do Benfica é mais arrefecimento, depois de demasiado calor e altitude).

Os resultados e a confiança que geram fazem pender o favoritismo para o lado do Sporting.

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Porém os resultados na pré-época podem ser muito enganadores. Veja-se o último jogo do Benfica por terras do México: a equipa encarnada apareceu sólida, com boa circulação de bola e uma assinalável capacidade para pressionar alto. Na primeira parte, o Benfica podia ter marcado vários golos, em lances de Jonas e Gaitán. A defesa mostrou solidez (Júlio César está já em grande forma), a bola circulou rápido do centro para as alas. Vários tiros de longa distância passaram a escassos centímetros do golo. Luisão saiu aos 39 minutos. Samaris, que o substituiu, já aquecia há algum tempo. Durante os últimos lances em campo, não foi visível no capitão qualquer incapacidade para disputar os lances. Sem pretensões a fazer diagnósticos médicos, quase apostaria que Luisão vai estar apto para domingo.

O grande problema deste Benfica está na lateral-direita. André Almeida é um excelente profissional, que faz bem vários lugares da defesa e meio-campo defensivo. Mas é mais previsível nos seus movimentos do que um relógio suíço. André Almeida como defesa lateral é um autêntico omega – não adianta nem atrasa. Difícil de passar em drible, mas fácil em velocidade, fecha bem no meio, sobe pouco e mal. Nenhuma grande equipa pode ter como titular um lateral assim.

Do lado do Sporting, curiosidade será ver se Slimani continuará a ser usado como sprinter nos lances de contra-ataque. São contra-natura neste ótimo ponta-de-lança as correrias com bola. Slimani é um avançado de um só toque. Exclamativo. Para a baliza. A relação deste argelino com a bola não é de amor. É de tiro.

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Por Octávio Ribeiro
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