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Os bons negócios de Pinto da Costa

67,5 milhões de euros diz-lhe alguma coisa? É a verba que entra nos cofres do FC Porto com as quatro saídas já confirmadas (Anderson, Hugo Almeida, Ricardo Costa e Pepe). Em Portugal mais nenhum clube tem a capacidade de gerar receitas desta ordem.

O Sporting lá vai conseguindo intrometer-se com os bons resultados da formação mas já no Benfica é preciso recuar muito para encontrar alguma coisa desta dimensão e para um clube que quer ganhar estatuto internacional também é essencial ser (bom) vendedor.

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Qual foi o melhor negócio encarnado nos últimos tempos? Ricardo Rocha? Não foi mau, embora estejamos a falar de encaixes de outra ordem.

Por muito que não se goste do estilo Pinto da Costa, é inegável que o presidente do FC Porto tem méritos reconhecidos a poucos: vende como quer e pelo preço que lhe convém. Não são muitos os exemplos de maus negócios. O que estará a esta altura a dizer o Sporting, que por causa de não ter alcançado um acordo com o Marítimo, não contratou um central que rende agora 30 milhões?

O FC Porto não lidera as vendas apenas a nível nacional. Reina até na Europa. Exceptuando Fernando Torres (do Atlético Madrid para o Liverpool por 36 milhões), os dragões colocam-se logo a seguir com dois jogadores vendidos por 30 milhões (Anderson, Manchester United) e Pepe (Real Madrid). São dois excelentes negócios. Nem vale a pena irmos por outras explicações tão grande é a evidência.

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