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Na história do futebol português, e dos grandes em particular, são célebres as Assembleias Gerais quentes pela madrugada dentro, para onde se ia muito bem sem saber o que esperar. No Benfica ficam célebres as conturbadas reuniões no tempos de Vale e Azevedo e Jorge de Brito, por exemplo, onde mais do que a paixão sobressaía a cegueira de quem lá ia só para uns minutos de ofensa.
Esses tempos pareciam ter terminado. Mas ontem voltamos a ver um filme antigo. Os gritos e insultos sucederam-se. Os jornalistas foram impedidos de trabalhar e Vieira insultado. Por mais que Vilarinho tenha pedido respeito para com o presidente foi impossível repor a ordem. O que se passou manchou a imagem do Benfica.
A imagem que Vieira construiu nos primeiros anos de presidência começa a evidenciar desgaste muito por causa do estilo que criou e "perde a graça" quando começam a aparecer as fragilidades de uma estrutura que não é tão vencedora quanto quiseram fazer crer. Mas não tem de se sujeitar a episódios degradantes.
Nem Vieira nem o Benfica merecem passar pela história que algumas dezenas de indivíduos mal formados quiseram escrever.