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É verdade que o País não viu uma grande prestação da Selecção Nacional perante a modesta China. Mas, sejamos práticos, uma exibição de "encher o olho", nesta altura, tinha tanta importância quanto aquela que foi protagonizada pelos pupilos de Carlos Queiroz: nenhuma.
Estes denominados jogos de preparação não passam disso mesmo. É preciso "olear" determinadas rotinas, experimentar jogadores que não têm lugar garantido na escolha final, ver sistemas tácticos alternativos em funcionamento e até colocar alguns futebolistas a desempenhar funções que, em teoria, não lhes estão destinadas. Por isso tudo, mais do que entrar em euforia (caso os asiáticos tivessem sido despachados com 4 ou 5 golos) ou desespero (como parece ter sido sucedido com muitos dos que assistiram, "in loco", ao jogo), convém perceber o que estava em causa: pouca coisa.
Pessoalmente, creio que importante foi a equipa, apesar da sofrível prestação (nomeadamente na segunda parte, período em que não tinha sido escandaloso ver os chineses chegar ao empate), ganhar e não sofrer golos. Esses são hábitos que convém preservar sempre. E embora o povo pareça não ter reparado... este foi o sexto sucesso consecutivo da equipa. Sem sofrer golos!
Depois do "descarrilamento" em Brasília, no particular com o escrete em que apanhámos forte e feio (2-6), a Selecção nunca mais perdeu. Estamos numa sequência de 13 partidas, particulares e "a doer", com 10 triunfos e 3 empates e com um sensacional saldo de 21-2 em golos. E pouco me importa saber se os adversários que surgiram pela frente eram fracos, fortes ou medianos. Isso é secundário.
A Selecção, é justo dizer, não teve um bom período no arranque desta segunda vigência de Queiroz, essencialmente porque não conseguiu, em diversos embates, aliar o resultado às exibições. Nos últimos tempos, o paradigma mudou: nem sempre tem havido um futebol de muita qualidade mas, em contrapartida, os desfechos têm sido agradáveis. Tanto que, quando já parecia improvável, lá se conseguiu o apuramento para o Mundial, selado com uma prestação convincente (aqui sim) na Bósnia.
Em resumo, é preciso calma porque, até Junho, há espaço para cometer erros e corrigir estratégias. Quando se chegar à África do Sul é que a conversa terá de ser outra...
PS - Gostei da exibição de Cristiano Ronaldo. Desta vez, não esteve "ausente". Jogou e fez jogar, como compete a uma estrela que, ainda por cima, é o capitão.
PS 1 - Já tinha dito que considerava foleiro este equipamento alternativo. Pois bem, depois de o observar com melhor propriedade... reforço a ideia: não gosto!