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Palavras para quê?

Pouco mais há a dizer sobre o comportamento dos adeptos presentes no Estádio da Luz - não só os portistas porque algumas imagens que as televisões fizeram chegar até nós também mostram que houve atitudes condenáveis entre os simpatizante da casa - a não ser que a mudança de atitudes tem de passar por uma legislação mais apertada e também pela consciencialização dos responsáveis máximos de todos os clubes que a situação nada ganha com declarações incendiárias.

Não teria feito melhor Vieira se tivesse concentrado todo o seu discurso, antes da partida para Barcelona, nas ambições do Benfica na Taça UEFA, em vez de avançar com todas "as armas" contra a PSP? O presidente do Benfica, por mais razão que tenha sobre as responsabilidades dos incidentes do clássico, não deveria recorrer às palavras que utilizou - "Quem manda sou eu e mais niguém", a "PSP prestou vassalagem a vândalos" - nem abrir muito menos uma nova polémica, ameaçando não dar bilhetes ao Sporting.

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E Jesualdo? Há algum razão para vir agora falar da posição irregular de David? Se já na Luz tinha a certeza que o golo encarnado havia sido precedido de falta, deveria ter falado logo, não esperando três dias para mostrar a revolta com Proença. Coragem também é isso.

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